Liliane
A noite estava fresca, mas o calor em meu corpo era sufocante. O beijo, que começou lento e experimental, havia se tornado avassalador, e me peguei montando Aquiles, seus braços firmes ao redor da minha cintura enquanto seus beijos pareciam querer me consumir.
— É assim que fazem amizade por aqui? — perguntei, colando minha testa à dele.
Seus lábios ainda me chamavam, e eu sentia sua protuberância pressionada contra o meu centro. Estávamos vestidos, mas eu conseguia sentir o calor do corpo dele. Aquiles segurou minha cintura com firmeza e me arrastou sobre si, fazendo tudo dentro de mim latejar de expectativa.
Parei, lutando contra a sensação deliciosa de senti-lo se esfregar em mim.
— Aquiles?
— Humm…
Ele lambia minha clavícula.
— Acho melhor pararmos por aqui.
— Não fizemos nada… ainda — murmurou.
Ele pressionou o corpo com mais firmeza contra o meu.
— Você sabe que eu sou uma ômega, não sabe?
— Sim — ele suspirou contra o meu pescoço. — E o que tem isso?
Tentei me levantar de seu colo, ajeitando a blusa que nem havia percebido ele levantar.
— Aquiles…
— É isso que você realmente quer? — sussurrou em meu ouvido.
— Sim — suspirei.
— Tudo bem.
Ele me ajudou a levantar, e senti a perda imediata do calor do corpo dele. Lutei para não ceder.
— Eu tinha gostado de ter uma fêmea tão linda me olhando sem medo — disse, com um tom triste que me lembrou um filhote perdido.
— Eu não tenho medo de você.
— Você sabe quem eu sou… então é por isso que quer fugir de mim?
— Eu já sabia quem você era e não fugi — admiti. A confissão pareceu animá-lo.
— Sabe quem eu sou e ainda assim não quer fugir de mim?
Ele se levantou, e sua altura pareceu ainda mais imponente. Lambeu lentamente os lábios, que eu acompanhei com o olhar.
Respirei fundo e foquei.
— Um problema de cada vez. Não foi assim que me treinou?
— Certo.
Quando ele saiu, deixei minha cabeça cair para trás. Aquilo ia dar errado, com certeza absoluta. Se ouvisse a razão, deveria parar. O que eu faria com uma ômega como luna? E se a deusa realmente a fizesse minha companheira? Uma professora que convivia com filhotes…
E quando ela soubesse que jamais poderia ser mãe ao meu lado? Ele nunca permitiria que sua fêmea morresse ao dar à luz. Aquilo seria cruel.
Deitei-me finalmente. Três meses. Ele poderia ser apenas um macho comum nesse tempo. Nem sequer precisaria estar dentro dela se ela não quisesse. Só o cheiro, a voz melodiosa e o sorriso dela já me bastavam.
Tento dormir, mas meu lobo continuava enviando imagens dela nua em seus braços.
Pegou o celular e enviou uma mensagem:
"O aperitivo de hoje estava delicioso, mas ainda quero a sobremesa."
Ela respondeu rápido:
"Amanhã levo."
"Está se oferecendo, Liliane?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...