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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 170

Liliane

A noite estava fresca, mas o calor em meu corpo era sufocante. O beijo, que começou lento e experimental, havia se tornado avassalador, e me peguei montando Aquiles, seus braços firmes ao redor da minha cintura enquanto seus beijos pareciam querer me consumir.

— É assim que fazem amizade por aqui? — perguntei, colando minha testa à dele.

Seus lábios ainda me chamavam, e eu sentia sua protuberância pressionada contra o meu centro. Estávamos vestidos, mas eu conseguia sentir o calor do corpo dele. Aquiles segurou minha cintura com firmeza e me arrastou sobre si, fazendo tudo dentro de mim latejar de expectativa.

Parei, lutando contra a sensação deliciosa de senti-lo se esfregar em mim.

— Aquiles?

— Humm…

Ele lambia minha clavícula.

— Acho melhor pararmos por aqui.

— Não fizemos nada… ainda — murmurou.

Ele pressionou o corpo com mais firmeza contra o meu.

— Você sabe que eu sou uma ômega, não sabe?

— Sim — ele suspirou contra o meu pescoço. — E o que tem isso?

Tentei me levantar de seu colo, ajeitando a blusa que nem havia percebido ele levantar.

— Aquiles…

— É isso que você realmente quer? — sussurrou em meu ouvido.

— Sim — suspirei.

— Tudo bem.

Ele me ajudou a levantar, e senti a perda imediata do calor do corpo dele. Lutei para não ceder.

— Eu tinha gostado de ter uma fêmea tão linda me olhando sem medo — disse, com um tom triste que me lembrou um filhote perdido.

— Eu não tenho medo de você.

— Você sabe quem eu sou… então é por isso que quer fugir de mim?

— Eu já sabia quem você era e não fugi — admiti. A confissão pareceu animá-lo.

— Sabe quem eu sou e ainda assim não quer fugir de mim?

Ele se levantou, e sua altura pareceu ainda mais imponente. Lambeu lentamente os lábios, que eu acompanhei com o olhar.

Respirei fundo e foquei.

— Um problema de cada vez. Não foi assim que me treinou?

— Certo.

Quando ele saiu, deixei minha cabeça cair para trás. Aquilo ia dar errado, com certeza absoluta. Se ouvisse a razão, deveria parar. O que eu faria com uma ômega como luna? E se a deusa realmente a fizesse minha companheira? Uma professora que convivia com filhotes…

E quando ela soubesse que jamais poderia ser mãe ao meu lado? Ele nunca permitiria que sua fêmea morresse ao dar à luz. Aquilo seria cruel.

Deitei-me finalmente. Três meses. Ele poderia ser apenas um macho comum nesse tempo. Nem sequer precisaria estar dentro dela se ela não quisesse. Só o cheiro, a voz melodiosa e o sorriso dela já me bastavam.

Tento dormir, mas meu lobo continuava enviando imagens dela nua em seus braços.

Pegou o celular e enviou uma mensagem:

"O aperitivo de hoje estava delicioso, mas ainda quero a sobremesa."

Ela respondeu rápido:

"Amanhã levo."

"Está se oferecendo, Liliane?"

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