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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 152

Adrian

— Não, você não vai.

— Você não tem coração? E se fosse um familiar seu? Já falei que sou grata por me salvar, mas não pode me prender para sempre, Adrian.

— Posso.

— Adrian, podemos ir juntos e garantir a segurança dela.

Os olhos de Vanessa se acenderam com esperança.

— Isso! Pode ser meu chefe, amigo, segurança…

— Temi, não dê ideias a ela.

— Você não pode tirar o direito de escolha dela, Adrian.

— Isso não é sobre você, Artemísia — me exaltei.

Ela levantou as mãos em rendição.

— Foi só uma ideia.— Artemísia se defendeu. Sem nenhum traço de arrependimento.

— E foi uma ótima ideia. Adrian, você estará comigo. Vai me vigiar para que eu não conte o seu segredo, e eu sei que é forte e perspicaz o suficiente para me proteger.

Posso sentir as engrenagens girando na cabeça de Vanessa.

— Há dois minutos eu era um sarnento cheio de pulgas.

Desdenhei do rosto de pedinte dela.

— Por favor, Adrian…

Merda. Com esse olhar, ela provavelmente poderia pedir a minha pele, e eu a daria de bom grado.

— Você está completamente dominado, irmãozinho — Temi se diverte pelo nosso elo mental.

Artemísia vai pagar por me colocar nessa posição diante da minha companheira.

— Está bem.

Saio do escritório imaginando como tirar aquele sorrisinho de triunfo do rosto da minha irmã. E já sei o jeito perfeito.

Vanessa Bragança

Ao ver Adrian com os olhos escuros, calmos e decididos, desisti de brigar e apelei para o sentimento. Parece que funcionou muito melhor.

Ainda assim, naquele momento, eu me sentia como um rato de laboratório. A mulher me observava com a cabeça levemente inclinada e a testa franzida.

—Esperei anos para ver alguém bater no Adrian. Ele é o mais mimado da casa.— Jesus, eu criei a nova piada da família

— Você não se parece nada com ele fisicamente.— me defendi, Artemísia é uma loira platinada, com olhos de um azul profundo, quase hipnotizantes.

— Vou comer e dormir um pouco. Foi um prazer te conhecer, Vanessa.

Ela foi em direção a cozinha.

Quando Artemísia subiu, decidi colocar minha ideia em prática. Na verdade, eu vinha desenvolvendo uma síndrome de Estocolmo severa: sentia uma necessidade quase obsessiva de fazer as pazes com Adrian. Avistei a empregada passando em seus afazeres com uma pilha de Lençóis nas mãos.

— Vera, qual é o quarto do Adrian?

Ela me olhou com um sorrisinho de canto, já ciente do que acontecia entre nós.

— O último, no andar acima do seu.

Voltei ao meu quarto, tomei um banho rápido e escolhi uma lingerie diferente. Naquele dia, eu havia comprado apenas peças extravagantes, querendo chocar — e por que não usar?

A calcinha rosa-clara era um fio-dental com um laço grande na parte da frente, que se desfazia ao ser puxado. O sutiã era apenas renda, com aro e pequenos laços de cetim cobrindo cada seio, feitos para se soltarem com um simples movimento.

Vesti um roupão por cima e segui para o quarto de Adrian.

No final do corredor, havia duas portas: uma à direita e outra à esquerda. Ouvi barulho do lado esquerdo e como a irmã dele está na cozinha, julgo que essa é a dele. Abri devagarinho na ponta dos pés.

O chuveiro estava ligado. Aproveitei para tirar o roupão e me deitei na cama em uma pose ensaiadamente sensual, com um braço sob a cabeça e o outro ao longo do corpo. Como se eu não estivesse ansiosa, como se meu coração não estivesse prestes a saltar pela boca.

Então, o maior homem que eu já tinha visto na vida saiu do banheiro.

Então, o maior homem que eu já tinha visto na vida saiu do banheiro… e seus olhos me congelaram no lugar.

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