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Humilhada E Abandonada, Mas No Final Ela Venceu romance Capítulo 337

Apoiado em Yolanda daquele jeito... de algum modo, fazia com que ele se sentisse estranhamente seguro.

Yolanda só conseguia encarar Denton, impotente.

Será que esse garoto estava planejando dormir aqui fora em vez de voltar para o quarto?

...

No quarto.

Adriana recostou-se na cabeceira e entregou o óleo para estrias a Curtis.

A participação de um pai durante a gravidez realmente fazia diferença.

— Os pequenos estão comportados hoje — murmurou Curtis, espalhando cuidadosamente o óleo sobre a barriga dela. Sua voz baixou instintivamente, como se temesse assustar os bebês ali dentro.

Adriana se acomodou nos travesseiros, observando-o com um sorriso suave.

A felicidade que sempre desejara era, no fundo, apenas isso.

— Amanhã temos outro exame pré-natal — disse ela, em tom baixo.

Não havia como Curtis acompanhá-la ao hospital.

Se aparecesse por lá, seria fácil demais alguém reconhecê-lo — ele ainda precisava permanecer nas sombras, pelo menos por um tempo.

Irene também chegaria em breve, então Gary seria o responsável por levar Adriana à consulta.

— Eu queria ir com você — murmurou Curtis, claramente contrariado.

— Deixe o Gary me levar. Você só precisa me esperar em casa — disse Adriana, bagunçando os cabelos dele com carinho. — Amanhã, vou perguntar tudo direitinho ao médico. Os bebês estão quase prontos para nos conhecer.

Curtis assentiu.

— O Gary... — começou, mas hesitou.

Queria contar a Adriana tudo sobre ele e os Harrison, mas as palavras ficaram presas na garganta, emaranhadas em antigas culpas.

— Meu avô — o pai do Gary — me odeia por eu ter matado a filha dele. Depois que minha mãe morreu, ele ficou gravemente doente. Então, afastou-se da empresa e entregou o Grupo Harrison para o Gary. Desde então, está aposentado em Veneji. Não nos vemos há... muito, muito tempo — falou Curtis, em voz baixa.

Adriana o envolveu nos braços, o coração apertado. Sabia que aquela era uma ferida profunda, onde ele não deixava ninguém tocar.

— Gary era militar. Nunca se importou em administrar uma empresa. Desde o início, não tinha intenção de assumir o Grupo Harrison. Só queria ficar no exército e viver seu sonho. Mas, depois que minha mãe morreu, a saúde do meu avô piorou, e Gary não teve escolha. Teve que abrir mão do próprio sonho, abandonar a missão que queria e voltar para casa para assumir os negócios. Então... ele guarda rancor de mim desde então.

Adriana o observou, uma ruga suave entre as sobrancelhas.

Se tudo aquilo tinha sido desencadeado por traumas de infância — se aqueles surtos violentos eram apenas reações extremas ao estresse, como às vezes descrevem o estado de "fúria incontrolável" —, então por que... Por que, depois de todo esse tempo casada com ele, nunca vira sequer um traço de agressividade em Curtis?

Ele nunca sequer levantou a voz para ela.

Curtis, em essência, era meticuloso e absurdamente gentil.

Como aquela mesma pessoa poderia ter tentado matar alguém mais de uma vez?

— Será que alguém armou para você? Tipo... talvez tenham te dado alguma coisa? Um remédio, algum tipo de veneno que te levou ao limite? — Ela confiava nele. Acreditava de verdade que Curtis não era o tipo de homem que surtaria e começaria a matar pessoas.

Curtis congelou e se virou para encará-la.

Apesar de sempre ter achado estranha sua perda de controle, nunca lhe passara pela cabeça que pudesse ter sido causada por algo externo — por remédios, toxinas ou alguém manipulando tudo nas sombras.

Foi só depois que o vovô o mandou para a casa ancestral em Govendale e ele conheceu Adriana que suas emoções finalmente se acalmaram.

Naquela época, ele achava que ela era o remédio para sua alma — algo capaz de acalmar e domar a fera selvagem e feroz que vivia dentro do seu peito.

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