Após se aconchegar nos braços de Maison, Isabela se virou e adormeceu.
Ela sonhou que estava sendo assada em um forno enorme e quente, sentindo-se aquecida por todo o corpo, e dormiu até o amanhecer.
A caminho da delegacia, Isabela, sentada no banco do passageiro, virou-se e perguntou:
— Você disse alguma coisa depois?
Naquele dia, Maison usava um suéter de lã na mesma paleta de cores que ela — um tom de damasco claro — o que o fazia parecer vários anos mais jovem.
— Dizer o quê? — ele respondeu.
Isabela franziu os lábios.
Talvez estivesse alucinando.
— Nada.
Maison gostava de provocá-la, apreciando as pequenas oscilações em sua expressão serena, mas desta vez tinha algo de verdade a dizer:
— Se você está se referindo à minha confissão de ontem à noite, então sim, eu fiz.
Isabela reagiu imediatamente como um coelho com os pelos eriçados, agarrando o braço dele:
— Eu sabia! Acho que ouvi você dizer alguma coisa! Maison, repita!
Ele podia ser frio e distante, brincalhão e sorridente, mas raramente demonstrava afeto profundo. Por isso, Isabela não conseguiu encontrar uma única palavra para descrever sua excitação naquele momento.
Confissão! O que ela tinha feito ontem à noite? Como conseguiu dormir tão rápido?!
Maison olhou para a mão dela que apertava seu braço — o aperto era tão forte que as pontas dos dedos dela estavam brancas.
— Tão feroz assim... o que devo dizer?
Isabela imediatamente recolheu as garras. Com os olhos brilhantes e levemente marejados, piscou e disse baixinho:
— Maison... quero ouvir você dizer de novo.
Ele sentiu um aperto na garganta.
Ela sabia exatamente como seduzi-lo.
— Ah, o que foi que eu disse?
Isabela lembrava vagamente da palavra "amor" e fez beicinho, insatisfeita:
— Foi por isso que pedi para repetir. Não me lembrava direito.
Maison lançou-lhe um olhar de leve advertência, o rosto dizendo claramente: Adivinhe.
Você está brincando comigo.
Isabela endireitou-se e sentou-se obedientemente no banco do passageiro, sem dizer mais nada.
O coração de Maison deu um salto — será que ela estava zangada? Ele hesitou em repetir o que havia dito.
O sinal verde ficou vermelho. O carro parou lentamente atrás da linha branca. O local onde Marco Paulo estava detido ficava em um lugar remoto, e naquele momento havia apenas dois carros em toda a avenida.
Do lado de Isabela, um carro popular estava estacionado ao lado deles. O motorista, um homem de meia-idade com barriga de cerveja, ficava virando a cabeça na tentativa de enxergar algo através do vidro escuro do carro de Maison.
Um forte desejo de bisbilhotar.
Mas Isabela já não se importava com isso. Ela desabotoou o cinto de segurança, passou os braços em volta do pescoço de Maison e sussurrou com uma voz suave como uma pluma:
— Eu te amo.
Virou-se rapidamente ao terminar de falar e só então percebeu que suas orelhas estavam completamente vermelhas.
O sinal abriu.
O carro ao lado arrancou em alta velocidade com um zumbido, aparentemente tentando competir com o carro de luxo — mas, para sua surpresa, o veículo de Maison não se moveu um centímetro sequer.
Olhando pelo retrovisor, o homem de meia-idade viu o carro preto se distanciar até virar um pequeno ponto escuro na estrada.
Poucos segundos depois, o casal perdeu o sinal verde.
Isabela ergueu os olhos e disse, com as bochechas infladas:
— Maison, o que você está fazendo? Já são 8h50!
Combinamos de nos encontrar às nove horas. Agora vamos ter que voar.
Na verdade, Maison havia ficado paralisado por vários segundos após ouvir a confissão inesperadamente doce da esposa. Tudo o que queria agora era voltar e passar o dia inteiro com ela em casa.
— Isabela.
— O quê?
— Chega mais perto.
Ele estacionou o carro, soltou o cinto de segurança e se inclinou para a frente.
Na visão de Isabela, um rosto tão bonito quanto o de oito anos atrás continuava a se aproximar, tornando tudo ao redor desfocado. Ele estava muito mais real do que antes — havia deixado para trás a postura distante dos tempos de universidade e agora estava a menos de meio metro dela.
Naquele instante, Isabela sentiu como se tivesse sido transportada para outro mundo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário
Poderia desbloquear esse capítulo...
Difícil, muda os nomes entra cenas sem pé nem cabeça, primeira vez que vejo erros tão grosseiros. E pagar moedas pra isso, é terrível. Fica mais caro que um livro comum, ainda nesses que todos os capítulos são bloqueados. Uma pena, o Site, tá ficando muito ruim,não ta mais barato que os outros ss o serviço é ruim, fica até pior....
Espero que amanhã o capítulo 122 esteja desbloqueado...
Por favor libera os capítulos, 106 bloqueado sacanagem...
Difícil ler esse livro, estou no 106, e está bloqueado, nem dá prazer em compartilhar para outra pessoa,pq não deixa o livro desbloqueado? Garanto que vcs vão lucrar mais , pois as pessoas ficam desesperada para ler...