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Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário romance Capítulo 312

Após se aconchegar nos braços de Maison, Isabela se virou e adormeceu.

Ela sonhou que estava sendo assada em um forno enorme e quente, sentindo-se aquecida por todo o corpo, e dormiu até o amanhecer.

A caminho da delegacia, Isabela, sentada no banco do passageiro, virou-se e perguntou:

— Você disse alguma coisa depois?

Naquele dia, Maison usava um suéter de lã na mesma paleta de cores que ela — um tom de damasco claro — o que o fazia parecer vários anos mais jovem.

— Dizer o quê? — ele respondeu.

Isabela franziu os lábios.

Talvez estivesse alucinando.

— Nada.

Maison gostava de provocá-la, apreciando as pequenas oscilações em sua expressão serena, mas desta vez tinha algo de verdade a dizer:

— Se você está se referindo à minha confissão de ontem à noite, então sim, eu fiz.

Isabela reagiu imediatamente como um coelho com os pelos eriçados, agarrando o braço dele:

— Eu sabia! Acho que ouvi você dizer alguma coisa! Maison, repita!

Ele podia ser frio e distante, brincalhão e sorridente, mas raramente demonstrava afeto profundo. Por isso, Isabela não conseguiu encontrar uma única palavra para descrever sua excitação naquele momento.

Confissão! O que ela tinha feito ontem à noite? Como conseguiu dormir tão rápido?!

Maison olhou para a mão dela que apertava seu braço — o aperto era tão forte que as pontas dos dedos dela estavam brancas.

— Tão feroz assim... o que devo dizer?

Isabela imediatamente recolheu as garras. Com os olhos brilhantes e levemente marejados, piscou e disse baixinho:

— Maison... quero ouvir você dizer de novo.

Ele sentiu um aperto na garganta.

Ela sabia exatamente como seduzi-lo.

— Ah, o que foi que eu disse?

Isabela lembrava vagamente da palavra "amor" e fez beicinho, insatisfeita:

— Foi por isso que pedi para repetir. Não me lembrava direito.

Maison lançou-lhe um olhar de leve advertência, o rosto dizendo claramente: Adivinhe.

Você está brincando comigo.

Isabela endireitou-se e sentou-se obedientemente no banco do passageiro, sem dizer mais nada.

O coração de Maison deu um salto — será que ela estava zangada? Ele hesitou em repetir o que havia dito.

O sinal verde ficou vermelho. O carro parou lentamente atrás da linha branca. O local onde Marco Paulo estava detido ficava em um lugar remoto, e naquele momento havia apenas dois carros em toda a avenida.

Do lado de Isabela, um carro popular estava estacionado ao lado deles. O motorista, um homem de meia-idade com barriga de cerveja, ficava virando a cabeça na tentativa de enxergar algo através do vidro escuro do carro de Maison.

Um forte desejo de bisbilhotar.

Mas Isabela já não se importava com isso. Ela desabotoou o cinto de segurança, passou os braços em volta do pescoço de Maison e sussurrou com uma voz suave como uma pluma:

— Eu te amo.

Virou-se rapidamente ao terminar de falar e só então percebeu que suas orelhas estavam completamente vermelhas.

O sinal abriu.

O carro ao lado arrancou em alta velocidade com um zumbido, aparentemente tentando competir com o carro de luxo — mas, para sua surpresa, o veículo de Maison não se moveu um centímetro sequer.

Olhando pelo retrovisor, o homem de meia-idade viu o carro preto se distanciar até virar um pequeno ponto escuro na estrada.

Poucos segundos depois, o casal perdeu o sinal verde.

Isabela ergueu os olhos e disse, com as bochechas infladas:

— Maison, o que você está fazendo? Já são 8h50!

Combinamos de nos encontrar às nove horas. Agora vamos ter que voar.

Na verdade, Maison havia ficado paralisado por vários segundos após ouvir a confissão inesperadamente doce da esposa. Tudo o que queria agora era voltar e passar o dia inteiro com ela em casa.

— Isabela.

— O quê?

— Chega mais perto.

Ele estacionou o carro, soltou o cinto de segurança e se inclinou para a frente.

Na visão de Isabela, um rosto tão bonito quanto o de oito anos atrás continuava a se aproximar, tornando tudo ao redor desfocado. Ele estava muito mais real do que antes — havia deixado para trás a postura distante dos tempos de universidade e agora estava a menos de meio metro dela.

Naquele instante, Isabela sentiu como se tivesse sido transportada para outro mundo.

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