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Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário romance Capítulo 311

Se a polícia não tivesse precisado da ajuda dela, Isabela realmente não gostaria de ouvir aquele nome novamente.

Durante seu turno, ela e Maison rapidamente estabeleceram um cronograma adequado.

Marco Paulo havia sido preso pela polícia há cerca de duas semanas, acusado de subornar um assistente forense para substituir o corpo de Catarina. Todas as testemunhas estavam presentes, e ele deixara claro que não confessaria nada enquanto não encontrasse Isabela.

Isabela foi levada ao tribunal do magistrado sem qualquer outra opção. Para manter a paz e a ordem na cidade, ela não teve escolha a não ser aceitar.

Maison, no entanto, não moveu um dedo para apoiá-la. Permaneceu encostado à cabeceira da cama, sobrancelhas arqueadas, com um olhar tão intenso que parecia capaz de aniquilar Marco Paulo no instante seguinte.

— Que ele apodreça na delegacia.

— Por que você não me espera lá fora? — disse Isabela, após uma breve pausa.

Maison estava sendo pessimista demais. Ao lado dela, ele já havia pegado o celular e respondia ao subordinado:

— Diga a Marco Paulo que, se quiser ver minha esposa, terá que me aceitar junto. Caso contrário, não há nada a conversar.

Isabela considerou. Era uma solução possível. Mas toda aquela questão envolvendo Marco Paulo havia destruído completamente a relação ambígua e delicada que os dois haviam construído com tanto cuidado.

O ponteiro dos minutos completou uma volta.

Isabela rolava a tela do celular, aguardando uma resposta do subordinado de Maison. As temperaturas de inverno eram baixas e, mesmo com o sistema de temperatura constante dentro de casa, seus pés ainda estavam frios — possivelmente um efeito persistente da hemorragia maciça que sofrera anos atrás.

Então, discretamente, ela esticou a perna e pressionou o pé contra a coxa dele.

Ela esperava que Maison fosse agarrá-la, mas, para sua surpresa, ele segurou seu pé com a mão, e o calor do corpo dele penetrou em sua pele e se espalhou lentamente a partir dali.

— Por que está tão frio? — ele perguntou.

Isabela o encarou com uma expressão de pura injustiça. A audácia de perguntar.

— Um pouco frio — ela murmurou.

Maison jogou as cobertas para o lado, levantou-se descalço, caminhou até a porta do quarto e aumentou a temperatura do aquecimento de piso em dois graus.

— Se não for suficiente, me diga.

Ao ver o quanto ele se dedicava, todo o ressentimento no coração de Isabela se dissipou.

Ela esperou, esperou, e finalmente, por volta da meia-noite, recebeu um retorno.

— Sr. Maison, a delegacia informou que o suspeito concordou.

Isabela observou em silêncio o perfil de Maison enquanto ele respondia:

— Minha esposa precisa trabalhar. O único horário disponível é amanhã de manhã, às nove horas. Depois disso, não haverá mais disponibilidade.

— Certo, Sr. Maison.

Após desligar, Isabela não conteve um sorriso:

— Você realmente não se conteve. Marco Paulo deve estar tão furioso que não vai conseguir pregar o olho esta noite.

Maison ergueu uma sobrancelha:

— Está com pena dele?

Isabela abriu os olhos bem:

— Isso é uma calúnia! Quem se importa?!

Maison sorriu e beijou o topo da cabeça dela.

— Marco Paulo deveria estar feliz por não ter te envenenado. Caso contrário, não teria tanta sorte agora.

Mesmo com ele prestes a ser condenado à prisão, Maison ainda considerava aquilo uma sorte. Isabela ficou sem palavras.

— Maison, você deveria moderar um pouco seus métodos de retaliação.

— Não vou me conter? — ele franziu a testa.

É isso que ele chama de autocontrole?!

— Na verdade — disse ela —, eu nunca me importei muito com o destino de Catarina. Você não precisava tê-la tratado daquela forma. E desta vez, não precisou arriscar sua vida indo a Portilo. Tudo o que precisávamos era de um antídoto, não de destruir Marco Paulo.

Era verdade. Depois de mais de uma década no mundo dos negócios, a maior força de Maison era exatamente essa: eliminar completamente os rivais, sem lhes dar qualquer chance de recuperação. Mas manter esse encrenqueiro por perto só levaria a um resultado — Isabela continuaria se machucando.

Houve um silêncio.

— Você vai fazer a mesma coisa da próxima vez, não vai? — ela disse, entendendo a implicação.

Maison apenas sorriu.

— Minha esposa realmente me conhece bem.

Na hora de dormir, ela se virou deliberadamente para o lado oposto, deixando-lhe um olhar frio e distante.

Dormir de costas para o parceiro era, para um casal recém-casado, o primeiro sinal de separação — e poderia muito bem terminar em divórcio. Como Maison poderia aceitar nem a mínima chance disso? Ele se inclinou e apoiou a cabeça sobre ela.

Isabela não queria falar.

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