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Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário romance Capítulo 313

Isabela entregou a sacola para Maison, sentou-se na cadeira de frente para Marco Paulo.

— Diga o que você tem a dizer o mais rápido possível. Preciso ir à empresa mais tarde.

Maison ficou completamente cativado por sua atitude — ela era indiferente e insensível em relação aos outros homens. Caminhou até um canto, encostou-se na parede e observou silenciosamente a esposa se apresentar.

Um mês depois, Marco Paulo finalmente via sua amada novamente. Mesmo preso, contentava-se em vê-la mais uma vez.

— Isabela, confessarei todos os meus crimes. — O olhar de Marco Paulo estava fixo em seu rosto. — Trouxe você aqui hoje apenas para que soubesse que, fora o seu casamento, nunca a machuquei.

Ele não a havia envenenado.

— Eu sei — disse Isabela com calma. — Você apenas usou Catarina para atingir seus próprios objetivos.

Marco Paulo deu um sorriso amargo:

— Sim. Mas Isabela, eu também sou uma pessoa, um homem. Como você espera que eu simplesmente abandone a mulher que amo?

Ela havia experimentado a mesma dor que Marco Paulo sentia, mas ainda assim conseguira superá-la. Isabela o encarou com olhos claros e puros, sem qualquer traço de impureza:

— Quando decidi desistir de Maison, jamais pensei em magoar mais ninguém. Marco Paulo, você e eu somos pessoas completamente diferentes.

Nunca poderíamos ser iguais.

— E quanto a Maison? Isabela, Maison e você também não são do mesmo tipo.

O homem no canto foi subitamente questionado e respondeu em tom infeliz:

— Isabela é uma mulher e eu sou um homem, então é claro que não somos do mesmo tipo.

Isabela ficou sem palavras.

Virou a cabeça, lançando-lhe um olhar para que parasse de causar escândalo, e então olhou novamente para Marco Paulo:

— Sim, mas ele não é como você.

Maison era um terceiro tipo de pessoa. Para punir aqueles que a lei não alcança, preferia recorrer a métodos próprios.

Não havia provas de que Catarina tivesse roubado o código. Mais tarde, ela havia drogado outras pessoas, subornado um motorista para atropelá-la junto com Killian... Ter sido ameaçada depois foi culpa da própria Catarina, e ela não tinha ninguém além de si mesma para culpar.

Mas Marco Paulo era diferente. Ele podia machucar pessoas inocentes.

— Nesse ponto, não chegamos a um consenso, nem é necessário. — Isabela respirou fundo e exalou lentamente. — Há mais alguma coisa?

Uma corrente escura surgiu nos olhos de Marco Paulo:

— Confessarei tudo. Mas tenho uma condição.

Lá vinha. Isabela conhecia bem esse hábito dele — sempre tinha condições para tudo, e nunca as dizia logo de início.

— Pode falar.

O olhar de Marco Paulo demorou-se em seu rosto, relutante em partir:

— Você vem me ver uma vez por ano.

— Nem em sonho!

Uma voz alta veio do canto.

— Durma um pouco mais. — Maison se endireitou, caminhou até ele e disse: — Já que você gosta tanto de sonhar acordado, deveria dormir menos à noite na prisão.

Que absurdo. Quem era a esposa dele? Ela teria que arranjar tempo todo ano para ir à delegacia? E ele havia prometido a Isabela na noite anterior que nunca mais colocaria os pés numa delegacia. Uma vez por ano, a sós — qual seria a diferença para um encontro romântico?

Isabela não entendia por que ele estava tão agitado. Levantou-se, deu um tapinha nas costas dele para acalmá-lo e então disse a Marco Paulo:

— Não posso concordar com essa condição.

— Uma vez a cada dois anos.

— Nem pense nisso!

Após terminar de falar, Maison agarrou a mão de Isabela e a puxou para fora da sala. Ao sair, sua raiva ainda não havia diminuído, e ele chegou a dizer ao policial que guardava a porta:

— Aceite ou recuse, mas não envolva minha esposa nisso.

Isabela foi arrastada para fora daquela forma, mas não resistiu — no fundo, sabia que não valia a pena. De qualquer forma, as provas estavam todas lá. Marco Paulo não tinha como escapar. Se tivesse sorte, talvez até experimentasse algumas técnicas especiais de interrogatório.

Ao retornar para o carro, Maison estava praticamente rangendo os dentes.

Você não deveria ter vindo hoje.

Ele ligou o carro:

— Vou te levar até a empresa.

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