Isabela entregou a sacola para Maison, sentou-se na cadeira de frente para Marco Paulo.
— Diga o que você tem a dizer o mais rápido possível. Preciso ir à empresa mais tarde.
Maison ficou completamente cativado por sua atitude — ela era indiferente e insensível em relação aos outros homens. Caminhou até um canto, encostou-se na parede e observou silenciosamente a esposa se apresentar.
Um mês depois, Marco Paulo finalmente via sua amada novamente. Mesmo preso, contentava-se em vê-la mais uma vez.
— Isabela, confessarei todos os meus crimes. — O olhar de Marco Paulo estava fixo em seu rosto. — Trouxe você aqui hoje apenas para que soubesse que, fora o seu casamento, nunca a machuquei.
Ele não a havia envenenado.
— Eu sei — disse Isabela com calma. — Você apenas usou Catarina para atingir seus próprios objetivos.
Marco Paulo deu um sorriso amargo:
— Sim. Mas Isabela, eu também sou uma pessoa, um homem. Como você espera que eu simplesmente abandone a mulher que amo?
Ela havia experimentado a mesma dor que Marco Paulo sentia, mas ainda assim conseguira superá-la. Isabela o encarou com olhos claros e puros, sem qualquer traço de impureza:
— Quando decidi desistir de Maison, jamais pensei em magoar mais ninguém. Marco Paulo, você e eu somos pessoas completamente diferentes.
Nunca poderíamos ser iguais.
— E quanto a Maison? Isabela, Maison e você também não são do mesmo tipo.
O homem no canto foi subitamente questionado e respondeu em tom infeliz:
— Isabela é uma mulher e eu sou um homem, então é claro que não somos do mesmo tipo.
Isabela ficou sem palavras.
Virou a cabeça, lançando-lhe um olhar para que parasse de causar escândalo, e então olhou novamente para Marco Paulo:
— Sim, mas ele não é como você.
Maison era um terceiro tipo de pessoa. Para punir aqueles que a lei não alcança, preferia recorrer a métodos próprios.
Não havia provas de que Catarina tivesse roubado o código. Mais tarde, ela havia drogado outras pessoas, subornado um motorista para atropelá-la junto com Killian... Ter sido ameaçada depois foi culpa da própria Catarina, e ela não tinha ninguém além de si mesma para culpar.
Mas Marco Paulo era diferente. Ele podia machucar pessoas inocentes.
— Nesse ponto, não chegamos a um consenso, nem é necessário. — Isabela respirou fundo e exalou lentamente. — Há mais alguma coisa?
Uma corrente escura surgiu nos olhos de Marco Paulo:
— Confessarei tudo. Mas tenho uma condição.
Lá vinha. Isabela conhecia bem esse hábito dele — sempre tinha condições para tudo, e nunca as dizia logo de início.
— Pode falar.
O olhar de Marco Paulo demorou-se em seu rosto, relutante em partir:
— Você vem me ver uma vez por ano.
— Nem em sonho!
Uma voz alta veio do canto.
— Durma um pouco mais. — Maison se endireitou, caminhou até ele e disse: — Já que você gosta tanto de sonhar acordado, deveria dormir menos à noite na prisão.
Que absurdo. Quem era a esposa dele? Ela teria que arranjar tempo todo ano para ir à delegacia? E ele havia prometido a Isabela na noite anterior que nunca mais colocaria os pés numa delegacia. Uma vez por ano, a sós — qual seria a diferença para um encontro romântico?
Isabela não entendia por que ele estava tão agitado. Levantou-se, deu um tapinha nas costas dele para acalmá-lo e então disse a Marco Paulo:
— Não posso concordar com essa condição.
— Uma vez a cada dois anos.
— Nem pense nisso!
Após terminar de falar, Maison agarrou a mão de Isabela e a puxou para fora da sala. Ao sair, sua raiva ainda não havia diminuído, e ele chegou a dizer ao policial que guardava a porta:
— Aceite ou recuse, mas não envolva minha esposa nisso.
Isabela foi arrastada para fora daquela forma, mas não resistiu — no fundo, sabia que não valia a pena. De qualquer forma, as provas estavam todas lá. Marco Paulo não tinha como escapar. Se tivesse sorte, talvez até experimentasse algumas técnicas especiais de interrogatório.
Ao retornar para o carro, Maison estava praticamente rangendo os dentes.
Você não deveria ter vindo hoje.
Ele ligou o carro:
— Vou te levar até a empresa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário
Poderia desbloquear esse capítulo...
Difícil, muda os nomes entra cenas sem pé nem cabeça, primeira vez que vejo erros tão grosseiros. E pagar moedas pra isso, é terrível. Fica mais caro que um livro comum, ainda nesses que todos os capítulos são bloqueados. Uma pena, o Site, tá ficando muito ruim,não ta mais barato que os outros ss o serviço é ruim, fica até pior....
Espero que amanhã o capítulo 122 esteja desbloqueado...
Por favor libera os capítulos, 106 bloqueado sacanagem...
Difícil ler esse livro, estou no 106, e está bloqueado, nem dá prazer em compartilhar para outra pessoa,pq não deixa o livro desbloqueado? Garanto que vcs vão lucrar mais , pois as pessoas ficam desesperada para ler...