Ao chegarem ao hospital, a família saiu da van. Os três tinham porte impecável e aparência tão cuidada que pareciam estar ali para um ensaio fotográfico — não apresentavam o menor sinal de doença.
Johan havia recebido a ligação de Isabela com antecedência e enviou seu assistente para recebê-los no andar de baixo.
Pegaram um elevador especial até o último andar do prédio administrativo.
Isabela parou abruptamente após poucos passos.
Ela jamais imaginou que encontraria um homem tão elegante assim numa cadeira de rodas — tão magro, como se os últimos meses tivessem feito com ele o que um campo de batalha faz com um soldado. Uma metamorfose silenciosa e cruel.
Os lábios de Isabela tremeram. As palavras não saíram.
*Como alguém consegue desenvolver uma cura para um vírus raro em tão pouco tempo? Johan estava claramente arriscando a própria vida dentro daquele laboratório.*
O assistente já havia se aproximado para avisar o diretor que as visitas tinham chegado.
Johan olhou para o lado.
Ele não perdeu nenhuma das expressões que passaram pelo rosto de Isabela — nem por um segundo. Na verdade, pretendia descansar por mais algum tempo antes de receber visitas, não esperava vê-la tão cedo. Mas Isabela tinha insistido em vir, e ele não teve como recusar.
Johan sorriu e empurrou a cadeira de rodas em direção ao corredor.
"Isabela. Você chegou."
Isabela não conseguiu segurar as lágrimas. O sorriso que tentou esboçar saiu mais doloroso do que qualquer choro.
"Johan, nada no mundo vale a pena sacrificar a sua saúde. Nada."
Killian também entrou na conversa com toda a seriedade de seus sete anos:
"Tio Johan, a mamãe disse que todo mundo tem que comer direito e dormir direito."
O olhar de Johan pousou no rosto de Isabela, e ele tentou confortá-la com a voz tranquila de sempre.
"Sabe, quando eu fazia experimentos na faculdade, eu era exatamente assim — completamente mergulhado no trabalho, sem perceber o tempo passar."
*Essa parte era invenção.*
Isabela lembrava muito bem de como Johan era nos experimentos de antes. No máximo pulava duas refeições. Nunca havia chegado a esse ponto.
Ela franziu os lábios e não disse nada.
Quem mais claramente não disse nada foi Maison.
Como investidor — e apesar de ter levado um tiro havia pouco tempo — seu semblante era rosado, a postura ereta, completamente diferente do quadro de Johan. Isabela com certeza estava fazendo essa comparação mentalmente, e ele sabia.
"Certo." Maison tirou um lenço do bolso e colocou na mão de Isabela com discrição. "Comer direito ajuda a eliminar toxinas. Faz bem pra qualquer um."
Isabela olhou para ele com os olhos vermelhos.
Maison, sem muita convicção mas sem recuar, disse:
"Mais tarde contrato um nutricionista pra supervisionar as três refeições dele. É a minha forma de demonstrar respeito. Entendido?"
Isabela ficou inexpressiva, desviando o olhar do rosto dele.
Maison se sentiu rejeitado. O rosto esfriou um grau. Ele tocou o nariz.
*Ele só havia descoberto há duas semanas que Johan estava sem verba suficiente para pesquisa e, para economizar tempo e dinheiro, tinha ido colher ervas numa encosta de montanha no sudoeste — e por pouco não rolou morro abaixo.*
*Mesmo após o investimento de Maison, mão de obra e fundos continuavam sendo insuficientes. Desenvolver um antídoto em menos de um mês era algo extraordinariamente difícil.*
*Como alguém de fora que não entende nada de medicina, Maison precisava admitir: Johan era de fato um gênio.*
"Palavras." Johan lançou um olhar específico para Maison. "Tenho algumas coisas que quero dizer a sós com Isabela."
Maison franziu a testa. "Tem algo que eu não possa ouvir?"
Isabela apenas olhou para ele.
A aura imponente de Maison enfraqueceu na hora.
Ele caminhou até Killian, pegou os ombros finos do menino e desceu as escadas sem dizer mais nada.
Johan observou a cena e sorriu levemente.
"Isabela, o Maison mudou muito desde que começou a namorar com você."
Isabela desviou o olhar, evasiva.
*Alguns homens sabem ceder na hora certa. Mas esses mesmos homens provavelmente voltarão a errar da mesma forma na próxima vez.*
O corredor estava frio. Ela empurrou a cadeira de rodas de Johan de volta para o escritório, pegou um copo de água quente e colocou nas mãos dele.
"Johan, mesmo que eu não aprove o que você fez com a sua saúde..." ela pausou, procurando as palavras certas. "Você salvou a mim, ao Killian e a tantas outras pessoas. Sempre vou dever isso a você."
Tirou da bolsa os recibos e o cartão de garantia da cadeira de massagem e colocou sobre a mesa.
"É só um pequeno gesto. Espero que aceite."
Johan pegou o papel, viu do que se tratava — uma cadeira de massagem cara — e entendeu na hora. Sabia que Isabela não gostava de ficar com dívidas.
Ele aceitou.
"O Killian é meu afilhado. Eu daria tudo por ele, não importa o quê."
Os olhos de Isabela encheram de lágrimas.
"Mmm."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário
Poderia desbloquear esse capítulo...
Difícil, muda os nomes entra cenas sem pé nem cabeça, primeira vez que vejo erros tão grosseiros. E pagar moedas pra isso, é terrível. Fica mais caro que um livro comum, ainda nesses que todos os capítulos são bloqueados. Uma pena, o Site, tá ficando muito ruim,não ta mais barato que os outros ss o serviço é ruim, fica até pior....
Espero que amanhã o capítulo 122 esteja desbloqueado...
Por favor libera os capítulos, 106 bloqueado sacanagem...
Difícil ler esse livro, estou no 106, e está bloqueado, nem dá prazer em compartilhar para outra pessoa,pq não deixa o livro desbloqueado? Garanto que vcs vão lucrar mais , pois as pessoas ficam desesperada para ler...