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Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário romance Capítulo 307

Enquanto pagava a conta, Killian não parava de olhar para a figura alta de Maison.

Sua madrinha havia lhe contado tudo o que acontecera recentemente. O tio Marco Paulo fizera muitas coisas ruins e fora entregue à polícia por Maison.

Além disso, a mamãe tinha dito que Maison estava machucado — mas voltou mesmo assim.

*Será que foi por causa dele e da mãe?*

*Maison estava preocupado com eles?*

No caixa, Isabela pagou a conta. Com quatro ou cinco sacolas nas mãos, entregou uma para Killian.

"Meu bebê, este é um presente de desculpas da sua mãe e do seu pai. Ficamos tempo demais longe de Cabralia dessa vez. Mamãe promete que não vai acontecer de novo."

Killian estava numa fase em que precisava de presença — de companhia de verdade. Isabela sabia que isso moldava o caráter de uma criança, e não queria que o filho crescesse carregando medo ou ansiedade no peito.

*Pai.*

Era a primeira vez que Killian ouvia essa palavra saindo da boca de Isabela referindo-se a Maison. O menino olhou para ele, mantendo uma calma surpreendente para a idade.

"Obrigado."

O tom não era distante nem íntimo — era discreto, como água escorrendo devagar entre os dedos.

Maison respirou fundo, engolindo a emoção que tentava subir. "Somos família. Não precisa de cerimônia."

Disse isso, pegou a sacola da mão de Isabela, virou-se e saiu.

Isabela passou o braço pelo ombro do filho e o seguiu, rindo baixinho enquanto caminhavam.

*Primeiro marido. Agora pai.*

*As dívidas que alguém contrai numa fuga de sete anos atrás são realmente difíceis de pagar.*

---

Depois da loja de Lego, os três desceram a escada rolante. Isabela já estava prestes a ligar para Johan quando Maison a puxou suavemente para dentro de uma loja no caminho.

A luz forte a cegou por um segundo. Quando os olhos se ajustaram e ela ergueu a cabeça, percebeu onde estava.

Uma joalheria.

"Não."

Isabela não era do tipo que se apegava a joias brilhantes — e nenhuma peça ali chegava perto do que ele já lhe dera.

Maison fingiu não ouvir. Já estava olhando para a vitrine.

"Andar sem anel de diamante atrai atenção indesejada, Isabela. Você quer bagunçar o campo energético da nossa família?"

Isabela piscou.

*Por que ela não usava anel?*

*Onde estava o dela?*

O olhar dela desceu lentamente até o dedo anelar esquerdo de Maison — vazio.

*Ah. Ele estava falando de si mesmo.*

Ela caminhou em silêncio até ele.

Uma vendedora, ao notar as sacolas grandes e pequenas nas mãos de Isabela, aproximou-se animada.

"Senhora, o casal gostaria de ver alianças?"

Isabela estendeu a mão com uma certa relutância — seus olhos tinham parado numa pedra roxa na vitrine — e se corrigiu antes de falar:

"Meu marido vai escolher."

Maison tomou uma decisão em três segundos. Apontou para o modelo com o preço mais baixo da bandeja.

"Vamos ver esse aqui."

Isabela ficou olhando para ele.

*Ele é assim tão econômico?*

Foi exatamente o que ela pensou. E foi exatamente o que ela perguntou, na ponta dos pés, sussurrando perto do ouvido dele:

"Você está comprando anel descartável mensal?"

Maison — que estava tentando manter a compostura — não conseguiu segurar. Um sorriso discreto escapou do canto da boca.

"É só uma ferramenta pra afastar interesse alheio..."

*Absurdo.*

*Completamente absurdo.*

Mas então, na hora de pagar, algo ainda mais inusitado aconteceu.

A vendedora passou o cartão. Não funcionou. Passou de novo. Nada.

Ela olhou para Isabela com um sorriso de desculpas.

"Sinto muito, senhora. Não autorizou. A senhora tem outro cartão?"

*Esse é o cartão preto do Maison.*

*Não passou?*

Isabela olhou para ele de soslaio. Maison também estava franzindo a testa — genuinamente confuso.

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