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Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário romance Capítulo 309

No gramado, Maison ergueu Killian pelos ombros e o colocou sobre um bloco de pedra.

Mesmo assim, a diferença de altura entre os dois continuava sendo de duas cabeças inteiras.

Killian foi obrigado a levantar o olhar, mas sua postura não era de forma alguma inferior à do padrasto.

"Você gosta da mamãe porque ela é rica?"

Maison jamais imaginou que o pequeno cérebro do filho pudesse funcionar de um jeito tão peculiar.

"Você acha que me falta esse dinheiro?"

Em outras palavras — ele precisaria do dinheiro da esposa para sustentar a família?

Killian ainda se lembrava do que tinha acontecido na joalheria.

"O cartão que você deu pra mamãe não passou."

Maison franziu a testa.

*Muito bem. O filho achava que ele era pobre.*

*Sinceramente, o saldo na conta bancária dele naquele momento provavelmente era menor do que o do próprio Killian na caixinha de poupança.*

"É só temporário." Maison estendeu a mão e bagunçou o cabelo do menino. "Quando você aprender sobre investimentos, vai entender que altos e baixos são completamente normais."

"Ah." Killian não era do tipo que se distraía facilmente. Voltou à pergunta inicial com a mesma seriedade de antes. "Você gosta da mamãe porque ela é rica?"

Maison avistou Isabela à distância com o canto do olho e respondeu sem enrolar:

"Eu já gostava da sua mãe quando ela não tinha nada."

Killian ficou parado por um momento.

*Quando não tinha nada?*

*Antes de ele nascer?*

"Então por que você foi embora?"

Maison sentiu uma dor de cabeça chegando.

"Você vai entender quando tiver uma garota de quem gostar."

Killian bufou baixinho.

*Ele não ia entender coisa nenhuma.*

Antes que o menino pudesse responder, Maison já havia saído do gramado, deixando o filho para trás, e caminhou em direção a Isabela — que estava com o rosto todo molhado de lágrimas.

*Ela chorou assim por causa de um Johan mais magro. Constrangedor para ele, francamente.*

Mesmo resmungando por dentro, Maison tirou o lenço do bolso enquanto andava e, quando chegou perto dela, enxugou as lágrimas sem dizer nada primeiro.

"Tudo bem. Se você está preocupada com ele, contrato uma equipe de nutricionistas. Com esse cuidado todo, ele vai viver até os cem anos."

Mas Isabela sentimental não parecia estar chorando só por isso. Com o rosto ainda corado, ela perguntou:

"Quanto você investiu?"

Maison fez uma pausa. O semblante ficou um tom mais sério.

"Investimentos têm altos e baixos. O dinheiro volta."

Isabela pensou: *ele claramente investiu uma fortuna. Isso não é normal nem de longe.*

Ela não disse nada. Estendeu os braços e o abraçou pela cintura — forte, firme, sem aviso.

O pequeno pátio ficou em silêncio.

Maison sentiu as têmporas latejar levemente.

*Ela estava completamente diferente desde que voltou da visita ao Johan. Essa ainda era a mesma mulher?*

"O Johan te enrolou em fita adesiva ou o quê? Isso é ridículo."

Isabela se aconchegou ainda mais nos braços dele, balançou a cabeça e encostou o rosto nas roupas dele.

"Você não gosta?"

*Gosto muito.*

Ele passou o braço em volta dela e começou a andar, sem querer se envergonhar na entrada de um hospital. Ou melhor — sem querer ser observado por estranhos. Principalmente pela própria esposa, que claramente estava aproveitando a situação.

Ao ver que a mamãe parecia estar chorando, Killian pulou do bloco de pedra lá no gramado, correu até ela, puxou a roupa dela com cuidado e disse:

"Mamãe, eu vou ser muito bom pro tio Johan daqui pra frente."

Pai e filho não sabiam o verdadeiro motivo das lágrimas de Isabela. Mas os dois tentavam consolá-la à sua maneira.

Isabela forçou um sorriso.

"Obrigada, meu amor. Mas cuidar da família do tio Johan é responsabilidade da mamãe, não sua."

Na frente de Maison, Killian começou a listar as qualidades de Johan com toda a naturalidade do mundo:

"Quando a gente morava no apartamento antigo, se tinha mala pesada, o tio Johan ajudava a carregar."

*Prédio velho sem elevador. Cada compra de supermercado era uma batalha.*

"Nos fins de semana que a mamãe trabalhava, ele levava eu e a Dandara pra brincar."

Maison — executado publicamente pelo filho de sete anos, sem direito a defesa — não disse uma palavra. Apenas fez um sinal discreto para o motorista de longe.

Hora de ir.

Killian terminou o depoimento sem nenhum remorso:

"Mamãe, o tio Johan vai ser meu padrinho pra sempre."

O tom era de afirmação, não de pergunta. Isabela sorriu de leve.

"Com certeza. O tio Johan deve pensar exatamente a mesma coisa."

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