Cerca de duas semanas depois, uma motorhome enorme parou devagar na entrada de um condomínio de luxo no centro de Cabralia.
Era a primeira vez na vida que Killian via uma coisa daquele tamanho. Seus olhos arregalaram ligeiramente — mas nada comparado à reação de Rodolfo ao seu lado, que ficou de boca aberta como se tivesse visto uma nave espacial pousar na calçada.
"Cadê que o Maison arranjou esse trambolho?! Esse aí é pelo menos duas vezes maior que qualquer motorhome normal que eu já vi!"
A porta se abriu. O frio do início do inverno entrou de uma vez, e Isabela estremeceu — mas antes que pudesse se encolher, um cobertor caiu sobre seus ombros por trás.
"Qual a pressa?"
A voz de Maison carregava um tom de leve irritação. Nas últimas semanas, Isabela tinha desaprovado a insistência dele em voltar a Cabralia ainda machucado — e, por tabela, estava desaprovando ele também.
Mas Isabela nem ligou. Pulou do veículo sem olhar para trás e correu em direção ao filho.
"Meu amor, deixa a mamãe te abraçar!"
O cheirinho familiar de Killian chegou até ela antes mesmo do abraço. O menino estendeu os braços e a envolveu com força.
"Mamãe."
Uma palavra só. Mas era tudo. Isabela sentiu os olhos arderem e as lágrimas vieram antes que ela pudesse segurar. Tinha sido tempo demais longe. Nunca tinham ficado separados por tanto tempo.
Ela passou a mão pela cabeça do filho — ele tinha crescido, ela tinha certeza.
Natasha também se aproximou e a abraçou com vontade.
Rodolfo, ao ver a cena, ficou com os olhos marejados também. Aquele Maison tinha demorado tanto para conquistar a mulher, e quando finalmente se casou... dava um ciúme bom. Ele abriu os braços e caminhou na direção dos dois com toda a disposição do mundo.
Foi travado no meio do caminho por um único olhar de Maison.
*Tudo bem. Recado recebido. Abraço de boas-vindas é só para a esposa.*
Natasha puxou Isabela discretamente para um canto.
"Minha querida, você virou nossa benfeitora! Se o Maison não tivesse prendido o legista corrupto que trocou o corpo, a gente nunca teria descoberto o que aconteceu com a Catarina. Você salvou tudo."
Isabela ficou surpresa — ela nem sabia daquilo.
"Espera. Eu agradeci à pessoa errada?"
Natasha sacudiu a cabeça com um sorriso.
"Sem você, o Maison nunca teria chegado até o caso. Sem você, eu e o Rodolfo não estaríamos tão bem quanto estamos hoje. Você é o centro de tudo, mesmo que não perceba."
Na visão de Natasha, o Maison era um instrumento excelente — mas o coração da história era Isabela.
"Então depois do jantar quero passar no hospital visitar seu irmão. Ele ainda está internado?"
"Sim, sim!" Natasha assentiu com entusiasmo e se inclinou para sussurrar. "Olhando de fora, as vendas do antídoto parecem modestas — mas é só aparência. Meu irmão está nadando em pedidos. Só que boa parte das negociações acontece por fora, entende?"
Isabela entendeu na hora. Naquele mercado, muita coisa não podia aparecer em relatório.
"Então vou lá mais tarde. Primeiro a gente janta, depois compro alguma coisa pra levar de presente. O momento é perfeito."
Natasha abriu um sorriso largo e a abraçou, balançando os dois levemente.
"Aproveite cada segundo. Você merece muito."
Isabela riu. "Vou aproveitar, sim."
"E os seus três planos?" Natasha perguntou do nada, com um brilho nos olhos. "Já incluiu na agenda?"
Isabela levou um susto. O rosto corou na hora.
"Como você ainda lembra disso?!"
"Lembro de cada palavra. Com detalhes."
"Eu era jovem e falava qualquer coisa."
Natasha ficou surpresa por um segundo, mas logo o rosto abriu num sorriso compreensivo.
"Tudo bem assim também. O que importa é que você não vai sofrer — e nem vai fazê-lo sofrer."
Isabela franziu a testa. "Como uma gravidez ia me fazer sofrer?"
Natasha deu uma risadinha e arregaçou as mangas com cara de quem tem um plano.
"Isabela, me promete uma coisa: se você engravidar, você escraviza o Maison e faz ele pagar tudo o que passou."
Isabela riu. "Combinado."
*Embora, olhando para o curativo no peito dele, ela duvidasse muito que isso fosse acontecer tão cedo.*
*Querer, sim. Poder, por enquanto, não.*
Quando foram embora, Rodolfo foi o que mais sofreu — não pela despedida, mas pela comida que estava ficando para trás.
"Minha comidinha~~!"
Natasha revirou os olhos.
"Na sua próxima vida, tenta reencarnar como Isabela. Aí você come o quanto quiser."
Rodolfo ficou quieto, processando a lógica impecável da esposa.
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Ao meio-dia, os três — Maison, Isabela e Killian — almoçaram juntos com calma, deixaram o menino comer bem, e depois foram a uma loja de móveis e decoração.
Isabela queria comprar uma cadeira de massagem para Johan. Ele era do tipo que trabalhava sem parar e mal tinha tempo para respirar — uma cadeira dessas seria perfeita.
Ela ficava olhando para o número do modelo, comparando os detalhes, e Killian colado ao lado dela, examinando tudo com a mesma seriedade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário
Poderia desbloquear esse capítulo...
Difícil, muda os nomes entra cenas sem pé nem cabeça, primeira vez que vejo erros tão grosseiros. E pagar moedas pra isso, é terrível. Fica mais caro que um livro comum, ainda nesses que todos os capítulos são bloqueados. Uma pena, o Site, tá ficando muito ruim,não ta mais barato que os outros ss o serviço é ruim, fica até pior....
Espero que amanhã o capítulo 122 esteja desbloqueado...
Por favor libera os capítulos, 106 bloqueado sacanagem...
Difícil ler esse livro, estou no 106, e está bloqueado, nem dá prazer em compartilhar para outra pessoa,pq não deixa o livro desbloqueado? Garanto que vcs vão lucrar mais , pois as pessoas ficam desesperada para ler...