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Filha do Casamento Frio romance Capítulo 4

Kátia voltou para o quarto e recolheu as poucas fotos da filha.

Não havia muitas coisas, não enchiam nem uma mala.-

Entre as fotos espalhadas, havia uma que era a única foto da família de três pessoas.

Naquela época, Luna tinha acabado de nascer e Zacarias era pai de primeira vez.

Ao segurar Luna, o rosto sempre confiante dele mostrava um pouco de constrangimento. Ela estava deitada na cama do hospital, sorrindo de felicidade.

Maitê tirou essa foto com o celular.

Ela gostava muito dessa foto e a guardava com todo carinho. Agora, porém, havia uma marca de sapato sobre a imagem.

Kátia pegou uma tesoura e cortou o lado com o rosto de Zacarias.

A foto de família do futuro não precisava mais de um "pai" que existia apenas no nome.

Após arrumar o quarto da filha, Kátia chamou um carro por aplicativo e voltou ao hospital.

Luna estava internada na ala VIP do hospital, onde uma área inteira atendia apenas um paciente.

A ala era guardada por vários enfermeiros e médicos, que haviam assinado acordos de confidencialidade com a Família Valente e manteriam estritamente em segredo o casamento oculto entre Zacarias e Kátia.

Todos se levantaram rapidamente ao ver Kátia voltar. A jovem enfermeira secou as lágrimas e pediu desculpas: — Srta. Pacheco, eu realmente não registrei a informação de óbito da Srta. Valente de propósito...

A Família Valente era a verdadeira família número um de Porto Real, com negócios espalhados por todo o país.

Errar a informação de óbito de uma criança era, por um lado, de mau agouro e, por outro, um erro médico grave.

Se a Família Valente quisesse investigar, o hospital inteiro estaria arruinado.

Kátia bateu o atestado de óbito de Luna na mesa. — Vejam o que vocês fizeram!

A equipe médica estremeceu de susto e abaixou a cabeça.

Kátia ficou em silêncio e olhou lentamente para todos com uma expressão fria.

Em seguida, cruzou os braços e sentou-se no pequeno sofá. Com o queixo levemente erguido, sua voz estava cheia da pressão de alguém superior: — Falsificar informações de pacientes, amaldiçoar a morte da minha filha, usar informações falsas para assustar a minha família e perturbar as ações do Grupo Valente.

— Eu com certeza vou investigar isso até o fim. Preparem-se para receber a carta dos advogados.

O diretor do departamento limpou o suor da testa e se aproximou fazendo uma reverência: — Srta. Pacheco, isso foi uma negligência nossa. Estamos dispostos a dar qualquer compensação, só pedimos que tenha piedade e nos perdoe.

Kátia não disse nada, apenas passou o olhar pelas pessoas na sala.

O diretor entendeu e rapidamente pediu para que as pessoas não envolvidas saíssem, deixando apenas ele e Kátia no quarto.

— Srta. Pacheco, o que a senhora tem a dizer... pode falar agora.

Kátia sorriu friamente. — Ao saber da morte da Luna, a Família Valente já começou a preparar o funeral.

— Agora eu tenho que explicar para todos que foi um engano e que a Luna ainda está viva?

— Onde fica a reputação da Família Valente? Ou o senhor vai lá explicar que foi um erro de vocês?!

O diretor limpava o suor sem parar, ansioso: — Então como a Srta. Pacheco quer resolver isso?

Kátia o olhou com frieza: — Os convites para o funeral da Família Valente já tinham sido enviados. Naquele momento, só restava manter a farsa.

A pálpebra do diretor tremeu.

Capítulo 4 1

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