Quando completavam trinta horas de reanimação da filha na UTI, os avisos de estado crítico chegavam um atrás do outro.
Kátia Pacheco não recebeu nenhuma palavra de conforto do marido, apenas um acordo de divórcio.
Kátia assinou o acordo de divórcio calmamente.
Ao sair do hospital, Kátia imprimiu o acordo de divórcio em duas vias e as guardou cuidadosamente em um envelope de papel pardo.
Chamou um carro por aplicativo e voltou para a Mansão Valente.
Olhando a paisagem recuando rapidamente pelas janelas do carro, Kátia se distraiu um pouco.
Sua filha, Luna Valente, era uma criança de sorte e de azar.
Ela tinha sorte por ser a única criança da geração atual da Família Valente, uma princesinha muito mimada. Mas também tinha azar: Luna nasceu com hemofilia.
Desde o nascimento até agora, passava quase todos os dias no hospital.
Três meses atrás, Luna entrou em estado crítico e precisou de reanimação de emergência. O médico disse que ela não ia sobreviver, e uma enfermeira repassou a informação errada para a Família Valente.
Tanto que agora, todos da Família Valente, incluindo Zacarias, achavam que Luna havia morrido naquela cirurgia.
Afinal, Luna era uma criança abençoada. Após aquela cirurgia, a doença de Luna melhorou milagrosamente.
O carro parou na Mansão Valente, e Kátia pegou suas coisas e desceu.
Não esperava encontrar conhecidos logo ao descer.
Seu marido e a cunhada viúva, Isadora Soares.
A bela mulher segurava o braço do homem, com a cabeça apoiada levemente no ombro dele. Sua barriga um pouco saliente chamava a atenção.
— Zacarias, o bebê tem me chutado muito ultimamente.
Embora a expressão de Zacarias fosse fria, o olhar que lançou à mulher revelava gentileza. — Deve ser cansativo para você.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Filha do Casamento Frio