Isadora sorriu levemente e disse em voz baixa: — Vamos, Zacarias, está quase na hora da consulta.
Zacarias concordou e passou por Kátia com passos firmes.
Kátia não olhou para trás, apenas falou friamente:
— Você está tão ansiosa por essa consulta. Será que tem medo de que as consequências dos seus atos ruins — como seduzir o marido de outra mulher depois que o seu próprio marido morreu e derrubar de propósito a filha doente de alguém — caiam sobre o bebê?
A mão de Isadora, que ia segurar Zacarias, parou, e ela demonstrou mágoa e fragilidade:
— Kátia, nós duas somos mulheres, eu entendo como você se sente ao perder uma filha.
— Mas os nossos problemas são assuntos de adultos. Como você pode amaldiçoar o meu bebê?
— Se algo acontecer com o bebê, eu estou disposta a dar a minha própria vida...
— Foi apenas um acidente, ninguém queria que algo acontecesse com a Luna.
Zacarias a interrompeu, com um olhar frio caindo sobre Kátia, franzindo a testa. — Isso já passou, não mencione mais isso no futuro.
— O espírito de Luna no céu também não gostaria de ver você se transformar em...
Zacarias não disse as últimas palavras.
Kátia não sabia se Zacarias ia dizer que ela se transformou em uma mulher amargurada, barraqueira, venenosa, ou algo do tipo.
Mas de quem era a culpa por ela ter ficado assim?
Zacarias foi embora com Isadora.
Deixando Kátia parada no mesmo lugar. Ela fechou os olhos, sentindo um frio da cabeça aos pés.
Ao voltar para o quarto, Kátia pegou o acordo de divórcio e o colocou sobre a mesa.
Havia uma cláusula no acordo de divórcio que exigia que a guarda das crianças da Família Valente ficasse sempre com a família.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Filha do Casamento Frio