Heitor olhou para seu rosto adormecido, seus olhos profundos se suavizaram consideravelmente, levantou-se e foi ao escritório para cuidar dos assuntos pendentes.
Osvaldo continuava sem atender o telefone, mas Cristiano ligou novamente.
"Fui ao hotel onde Osvaldo está hospedado perguntar, ele não levou Denise de volta para o hotel."
Heitor franziu a testa, falando com uma voz grave, "Verifique as propriedades dele na Cidade Y."
A voz de Cristiano carregava uma leve desolação, quase como se estivesse pronto para desistir.
"Deixa pra lá."
"Já se passaram trinta minutos, o que tinha que acontecer, já aconteceu."
Heitor falou com um tom mais suave, profundamente.
"Como quiser."
Ele estava prestes a desligar, quando Cristiano, do outro lado, perguntou com uma voz fraca.
"Heitor, independentemente do que aconteceu entre Osvaldo e Denise, Osvaldo nunca será a escolha de Denise?"
Afinal, Priscila Madeira é a madrasta de Osvaldo.
Heitor falou calmamente, "Quem sabe?"
Assim que terminou de falar, Cristiano começou a fazer barulho de coisas sendo quebradas ao fundo, e depois de um tempo, Heitor ouviu Cristiano com um tom choroso.
"Eu mereço morrer!"
"Heitor, eu realmente mereço morrer!"
"Eu vi claramente! Eu..."
Cristiano parou de falar.
Heitor, como homem, provavelmente entendeu o que Cristiano queria dizer.
Talvez ele tenha visto Tomas drogando Denise, mas por algum motivo íntimo escolheu ignorar.
Ele pensou que poderia levar Denise embora, mas, no final, foi Osvaldo quem a levou.
"Sr. Mendes, não se preocupe, eu esperei tantos anos, não me importo de esperar mais uma noite."
Depois de dizer isso, ele desligou a chamada e caminhou para dentro do banheiro, puxando Denise para fora da água.
Tomas estava determinado a ter Denise essa noite, por isso a dose foi forte.
Apesar de Denise tentar se controlar, a sensação de milhares de formigas rastejando pelo seu corpo não aliviava.
Osvaldo olhava diretamente nos olhos bonitos de Denise.
Naquele momento, seus belos olhos estavam embaçados pela água.
Ele falou com uma voz profunda e sorridente.
"Sra. Martins está tentando se afogar?"
Denise, fraca, sem encontrar um ponto de apoio, com uma mão segurando a borda da banheira e a outra agarrando a ponta da roupa de Osvaldo.
"Sr. Sampaio, talvez você possa me ajudar."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Felizmente, você pode me acompanhar ao lugar próspero da vida