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Ex-marido, adeus! romance Capítulo 685

Irma cerrou os punhos de raiva até ouvir o som da tensão em suas articulações!

"Sr. Lucius é um amigo próximo do Sr. Grey, e o Sr. Grey é... bom, da Srta. Moore. Você acha mesmo que é apropriado tentar roubar a namorada do Sr. Lucius?! Não tem medo de colocar o Sr. Grey numa posição complicada e irritar a Srta. Moore?"

"Quando foi que eu disse algo sobre roubar ela? Desde o começo até agora, todas essas ideias vieram de você, Srta. Irma, e das suas suposições sobre mim e o Sr. Lucius."

Frank abaixou os cílios, lançando um olhar gentil ao rosto adormecido de Shirley. "Porém, se você continuar assumindo essas coisas, com o tempo, talvez eu comece a sentir que deveria mesmo tentar conquistá-la... por consideração a vocês dois.

O que meu avô costumava dizer mesmo? Ah, sim: 'Por que não marcar um gol só porque tem um goleiro'?"

"Sr. Moore! Por favor, lembra-se do seu cargo o tempo todo!" Irma, com os olhos brilhando com urgência, sentou-se ereta abruptamente!

No entanto, esqueceu que estava no carro. Sua cabeça bateu no teto, e a dor fez com que ela franzisse o rosto enquanto cobria a testa e voltava a se sentar.

"Srta. Irma, minha profissão não deveria ser usada como justificativa para você julgar minha moral."

Frank ergueu ligeiramente o canto dos lábios, mas o sorriso não alcançou seus olhos. "E, além disso, uma coisa que eu realmente detesto é ser ameaçado."

Uma sensação desconfortável invadiu o coração de Irma!

Cada interação com o mais jovem herdeiro da família Moore a deixava mais inquieta!

O sexto sentido feminino dela dizia claramente—

Se Frank de fato nutrisse sentimentos pela dama, e um dia realmente se tornasse rival amoroso...

Ele seria um adversário temível, imprevisível e incrivelmente poderoso!

Quando Shirley foi levada para a sala de tratamento para cuidar de seus ferimentos, Julian finalmente chegou. Marchava como um vento veloz, sua postura fria como a geada de outono.

O corredor, já espaçoso, parecia ainda mais abarrotado pela comitiva de funcionários da Lucius que o seguiam fielmente.

O clima ali não passava nem perto do de alguém visitando a esposa amada; ao invés disso, mais parecia com o prelúdio de uma briga de rua, algo digno da profissão de Sun Cheng.

Desde o momento em que colocou os pés no hospital, o rosto bonito de Julian estava frio como um glaciar intocado de mil anos, afastando qualquer um que ousasse se aproximar.

Ele estava em seu jato particular, voando com Jeremiah para a cidade vizinha a fim de participar de uma reunião empresarial importante.

No meio do caminho, viu nas notícias que algo havia ocorrido no Seattle Beauty Hospital. Sem saber se era pura intuição ou outra coisa, sua mente ficou completamente desordenada. Ele ligou imediatamente para Alya, mas ela não atendeu.

Sem saber sequer se Shirley estava em perigo, e apesar da oposição da família Lucius ao velho Lucius, Julian ordenou que o jato particular voltasse para Seattle. Ele estava disposto até mesmo a faltar à Assembleia Geral da ONU.

Jeremiah ficou tão irritado que quase perdeu os sentidos, lutando para respirar fundo a trinta mil pés de altura.

"Lucius... Presidente Lucius."

Ao ver os olhos vermelhos de Julian e seu jeito imponente, Alya imediatamente se curvou profundamente; o suor frio começava a escorrer até o chão.

"Por que você não me contou?" Ele disparou as palavras, uma de cada vez, entre os dentes cerrados.

"Naquele momento... as circunstâncias eram extremamente urgentes, eu temi que você..."

"Por que você não me contou?!"

Seus olhos injetados de sangue e o grito repentino ecoaram pelo corredor, fazendo todos os funcionários da Lucius se curvarem profundamente, como se estivessem diante da ira de um verdadeiro imperador, tão silenciosos quanto cigarras no inverno.

Alya mordeu os lábios pálidos, curvando ainda mais a cabeça. O peso da culpa sobre suas costas era como toneladas caindo.

"Alya, você está suspensa."

Julian a encarava com frieza, a voz rouca repleta de uma profunda decepção misturada com raiva e mágoa, "De agora em diante, vá para casa e reflita sobre si mesma. Vou reforçar a segurança ao redor da minha esposa, não preciso mais de você."

Não preciso mais de você.

Uma gota de suor na testa de Irma se misturava com as lágrimas quentes que começavam a brotar dos seus olhos.

Saber que estava prestes a se separar da senhora com quem passara dias e noites fez seu coração doer como se fosse se partir em mil pedaços. Porém, ela reconhecia sua negligência e incapacidade desta vez. Não podia negar sua responsabilidade. Não havia nada que pudesse dizer.

"Esta situação não tem relação com a senhorita Irma. Nós, da delegacia de polícia, decidimos que ela não entraria em contato com você," disse Frank, surgindo calmamente da curva da escadaria. Seus olhos transmitiam serenidade ao interceder em favor de Irma. "A situação era crítica na ocasião, e quando Shirley foi feita refém pelo assassino, qualquer movimento em falso poderia ter enfurecido o criminoso e colocado a refém em um perigo ainda maior.

A senhorita Irma queria te informar o mais rápido possível, mas nós, da polícia, não queríamos complicações desnecessárias. Afinal, temos mais experiência com esse tipo de situação. Então, por favor, senhor Lucius, não desconta sua raiva nela."

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