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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 91

Percebeu-se que Alice estava provocando, mas Celina permaneceu impassível.

Quanto àquele homem, ela já não sentia absolutamente nada.

"Então, você armou tudo isso só para me prender, e assim ficar tranquila para se deitar com o seu irmão?"

Alice sorriu fundo. "Agora que voltei, você deveria ir embora. O seu maior erro foi não ter se divorciado dele de uma vez."

Celina estava um pouco desanimada, mas ao ouvir aquilo, acabou rindo.

Esse riso deixou Alice sem reação.

"O que você está rindo?" perguntou ela.

Celina respondeu com indiferença: "Esse tipo de homem, quem quiser que fique com ele. Mas você, se jogando com tanta vontade, é mesmo uma pessoa desprezível."

"Celina, amanhã mesmo eu vou te contar o quanto meu irmão é potente na cama."

Alice saiu furiosa.

Celina voltou ao quarto do hospital, e a enfermeira acabara de aplicar a injeção em Elisa.

"Recomendo aos familiares que, após a aplicação, coloquem uma toalha morna sobre o local da injeção. Isso ajuda a estimular a circulação sanguínea e facilita a absorção do medicamento no músculo subcutâneo."

A enfermeira saiu logo depois de dizer isso.

Naquele momento, Elisa, que havia passado a tarde relativamente bem, lançou-lhe um olhar de lado e resmungou: "Vai ficar aí parada? Você é idiota? Me ajuda a sentar e faça a compressa morna."

Celina largou a garrafa de água e foi apoiá-la pelas costas, mas Elisa a empurrou com força.

A força era maior do que a de uma pessoa saudável, nada de doente nela.

"Sua inútil, quer me machucar? O médico disse que tem que ajustar a cama, colocar o travesseiro, e só depois ajudar. Nem isso sabe fazer, como conseguiu virar gente?"

Celina, em silêncio, foi ajustar a cama, mas Elisa logo reclamou de novo.

"Está alto demais! Agora está baixo demais... Ah, Celina, você faz de propósito para me incomodar, vou contar tudo para o meu marido."

Elisa pegou o celular e mandou uma mensagem.

Mas do outro lado não houve resposta.

Celina retirou a mão que Lorenzo segurava, calada, e foi buscar mais água.

Lorenzo deu algumas recomendações e foi para outro quarto.

Elisa zombou: "Você não queria tirar tudo de mim? Agora virou minha empregada, como vai conseguir?"

Celina não respondeu. Os dez dedos estavam vermelhos de tanto calor e ela foi ao banheiro lavar com água fria.

Elisa xingou por um tempo, mas como não obteve resposta, ficou entediada e se acalmou.

Porém, no meio da noite, teve uma nova ideia: pegou uma maçã da cabeceira da cama e atirou em Celina.

Celina acordou com o golpe, atordoada, massageando a cabeça, franzindo a testa para Elisa.

Elisa disse, irritada: "Tenho hipoglicemia, e você dorme como uma pedra. Se eu passar mal, você quer que eu morra?"

"Não precisa se preocupar, quem faz o mal sempre dura mais."

Celina se sentou devagar, respirou fundo para despertar.

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