Entrar Via

Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 90

Celina soltou uma risada irônica e saiu junto com Lorenzo.

Jackson baixou a mão, fechando-a em um punho.

Pela segunda vez, foi levado à sala de coleta.

A enfermeira não perguntou nada, apenas trouxe os recipientes para a coleta de medula óssea.

Lorenzo colocou as luvas estéreis.

"Não tenha medo, prometo que serei bem cuidadoso."

Celina permaneceu em silêncio, olhando para os passarinhos que voavam do lado de fora da janela.

Para aqueles que já perderam a esperança, ela não tinha palavras a dizer.

"Senhora, por favor, deite-se de lado."

A enfermeira tentou ajudá-la a levantar a blusa.

"Depois de coletar a medula, quanto tempo tenho que ficar deitada?", Celina perguntou.

"Duas horas, mas para evitar risco de sangramento, o melhor é que fique em observação no hospital por uma noite", respondeu a enfermeira.

"Não tenho ninguém para cuidar de mim, então poderia, por favor, deixar um copo d’água na cabeceira da cama? Obrigada."

Celina virou-se, de costas para eles, seus olhos brilhantes perdidos em pensamentos.

A mão de Lorenzo, segurando a agulha para a coleta, ficou suspensa no ar.

No segundo seguinte, ele olhou para a enfermeira. "Meça a temperatura dela primeiro."

"Certo."

A enfermeira trouxe o termômetro.

Ao medir, ficou surpresa com o resultado.

"Dr. Martins, a paciente está com 37,8 graus. Pelas normas, não podemos coletar a medula."

Lorenzo suspirou, aliviado. "Então não há o que fazer, vá avisar a família da paciente."

A enfermeira saiu apressada.

"Srta. Reis, me desculpe", Lorenzo falou, carregado de pesar.

Celina sorriu levemente. "Você não usou sua profissão para prejudicar ninguém. Se sua consciência está limpa, está tudo certo. Caso contrário, nem se salvar todos os gatinhos do mundo, você vai acalmar seu espírito."

Lorenzo fechou os olhos.

Ambos sabiam que havia problemas nos exames de Elisa, mas um não podia falar, o outro não sabia como investigar.

Vinicius abaixou a mão.

Ele sabia no fundo que já tinha pressionado o filho demais naquele dia; se fizesse algo contra Celina, poderia provocar a rebeldia dele.

"Vá avisar ao Jackson para não se preocupar", disse Vinicius.

João assentiu e olhou para Celina. "O Diretor Tavares pediu para que, a partir de agora, eu venha buscá-la e levá-la ao trabalho."

"Ela precisa cuidar da sogra, como vai trabalhar?", protestou Vinicius.

Alice se levantou. "Tio, trabalhar é o hobby da minha cunhada. Deixe que ela vá, desde que o resto do tempo cuide da mamãe, já é uma ótima nora."

No coração de Celina, uma dúvida surgiu: Qual seria o plano de Alice agora?

No fim, Vinicius deixou Celina em paz.

Mas, em seguida, ela foi obrigada a ficar no hospital cuidando de Elisa, vigiada por dois seguranças; só podia sair para trabalhar.

No fim da tarde, Celina pegava água quente no bebedouro quando Alice apareceu, encostando-se sorridente à porta.

"Você quer alguma coisa?", perguntou Celina.

Ali, sem câmeras, Alice deixou de lado qualquer fingimento.

"Meu irmão tem um jantar hoje e vai beber um pouco. Se eu for agora para a Mansão Platina, tomar um banho e esperar por ele, o que você acha que pode acontecer?"

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?