Assim que a confirmação de envio brilhou na tela, o empregado enfiou a mão pela fresta, impaciente. Envolvendo o aparelho em um lenço de papel, ele o arrancou das mãos dela, retirou o chip e o jogou fora.
— Que azar desgraçado — ele resmungou, cuspindo no chão. — Eu nunca deveria ter cobiçado as suas joias. Uma praga como você só serve para incomodar os vivos. O mundo só vai ter paz quando você bater as botas!
O empregado seguiu xingando, apressando o passo pelo corredor.
Mas, assim que virou a esquina, uma mão tapou sua boca e nariz, e ele foi arrastado para as sombras.
No pátio da frente da Mansão Palma.
Gregório Miranda aproximou-se a passos rápidos.
— Senhor, o funcionário que estava passando informações para Luiza já foi capturado. Descobrimos que ela enviou mensagens para duas pessoas: Guilherme Franco e Gustavo Neves.
Celina, que escutava em silêncio ao lado deles, deu um sorriso de escárnio.
— Ela se mostrou um pouco mais esperta que Agnes. Pelo menos tem mais contatos. Mas, mesmo com duas cordas de segurança, nada vai salvá-la agora.
Félix ajeitou o casaco sobre os ombros dela.
— Minha esposa, a isca já foi lançada. Deixei nossos homens de vigia, agora é só esperar o peixe morder. Chegou a hora de irmos para casa.
Celina assentiu e fez menção de segui-lo.
Após dar dois passos, ela virou o rosto para Otávio.
— Cajado, cuide bem do meu pai.
Otávio coçou a cabeça, confuso.
— Senhorita, eu já engordei tanto, ainda acha que pareço um cajado seco?
— Se você engordar o cérebro um pouquinho, vai ficar perfeito.
Otávio piscou, sem entender...
Contendo o sorriso, Celina partiu de braços dados com Félix.
Entre Guilherme Franco e Gustavo Neves, quem perdesse a paciência primeiro seria o primeiro peixe a cair na rede.
Para o resto, bastava esperar.
Longe dali, ao receber a mensagem, Guilherme Franco espatifou a xícara de café que segurava.
Neusa Bernardes apressou-se em chamar uma empregada para limpar a bagunça.

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