O casal que desceu do carro não era Félix e Celina.
Percebendo a armadilha, os homens de preto não ousaram ficar parados. Dispersaram-se rapidamente seguindo uma rota de fuga planejada.
Em menos de dois minutos, os reforços chegaram.
O local foi rapidamente controlado e limpo, minimizando o impacto.
Depois disso, Gregório ligou para Félix.
— Senhor Félix, previu bem. Fomos atacados.
Naquele momento, Félix estava no carro, segurando o telefone com uma mão e dando tapinhas leves nas costas de Celina com a outra.
— Alguém se machucou?
— Eu e Janaina só tivemos arranhões. Eram oito pessoas, contando com o motorista, e seis fugiram. Os dois que caíram já foram identificados: não são brasileiros e não têm registro legal de entrada. Pelo alvo, parece que vieram para capturar a senhora.
O olhar de Félix continuou calmo, sem mostrar emoções.
— Entendi. Sigam o plano e voltem para a capital.
Desligando o telefone, Celina ergueu a cabeça do peito dele, cheia de dúvidas.
— Foram homens do Guilherme Franco? Ele adivinhou minha identidade?
Félix ficou em silêncio por dois segundos e balançou a cabeça.
— Não parece. Se fosse ele, teria atacado você na vila, não esperaria até agora. Além disso...
Sentindo com extrema clareza a suavidade e o calor do rosto dela através da camisa, a voz de Félix ficou mais rouca.
— Agora, o único alvo dele é a posição de Ricardo Franco. Ele quer subir e lavar a própria imagem, não vai querer sujar as mãos facilmente. A Família Franco inteira ainda acredita que a Bia é a filha biológica do seu pai. Então, quem atacou não foi a Família Franco.
— Então quem seria? — Celina franziu a testa.
Félix beijou a testa dela. — Gregório vai continuar investigando.
Dizendo isso, abriu a porta do carro, desceu primeiro, analisou os arredores e estendeu a mão para ela.

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