— O dono da pousada me deu. Ele disse que era para retardar o seu efeito, e depois cobrar mais.
Félix: ...
Será que a vitalidade dele precisava de remédios para durar mais?
Gregório segurou o riso:
— Senhor, dessa doença eu não posso fingir ter. O senhor mesmo vai ter que passar mal.
Félix: ...
Nicanor, notando que Celina estava lá em cima há muito tempo sem fazer barulho, sentiu-se apreensivo e subiu as escadas lentamente.
Justo quando estava prestes a encostar o ouvido na porta para escutar, ela se abriu com um rangido.
Sua orelha quase bateu no peito de Gregório.
Gregório olhou para ele de cima, com o rosto furioso.
Nicanor sorriu amarelo:
— Os senhores estão satisfeitos com o serviço da nossa modesta pousada?
— Satisfeitos?
Gregório o agarrou pelo cangote como se fosse um filhote de galinha e o puxou para dentro do quarto.
— Olha bem a merda que vocês fizeram!
Nicanor tropeçou e caiu de joelhos perto da cama. Ao erguer os olhos, ficou estupefato.
O grande chefe estava deitado na cama, coberto por um edredom florido, mas uma certa parte do edredom estava anormalmente protuberante.
— Fala, que tipo de remédio falso vocês deram? Deixaram meu chefe nesse estado. Vou te avisar, se acontecer alguma coisa grave com o meu chefe, não vai ser só pagar indenização.
Ao ver o rosto vermelho e suado de Félix, que resmungava de dor, não parecia fingimento.
Enquanto isso, Celina encolhia-se no canto da cama, com as roupas desarrumadas, cobrindo o rosto e soluçando, parecendo aterrorizada.
Nicanor teve certeza de que algo deu errado, então apontou para Celina e começou a xingar:

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