Ao ouvir aquela humilhação, Jasmine mordeu o lábio de imediato.
— O que foi, não aceita? — Celina ergueu a sobrancelha com um sorriso sutil. — Se você tem tanta capacidade assim, vá agora mesmo choramingar para o Félix e me mostre o quanto você é importante para ele.
Dito isso, Celina saiu do Jardim Zeus, levando consigo Neusa e Janaina.
— Dar uma surra numa mulher dessas ainda foi pouco — comentou Neusa.
Celina olhou para ela.
— Volte e conte isso para o seu marido. Deixe ele se divertir.
Neusa pareceu incrédula.
— Você está falando sério?
Celina foi extremamente categórica:
— Sim. O meu marido sempre foi tão reservado e correto; não é sempre que o seu marido consegue rir de uma piada sobre ele de graça.
Neusa pareceu entender a intenção dela.
— Entendido, vou contar com todos os detalhes e emoções.
As duas se despediram na entrada do Jardim Zeus, e Celina seguiu para o seu trabalho no Centro de Pesquisa e Inovação.
Ao meio-dia, logo após o almoço, Laiane apareceu, dizendo que viera buscá-la para ir ao escritório de Félix.
Os dedos de Celina pararam por um breve instante: ele estava querendo tirar satisfações em nome daquela mulher?
Ela não demonstrou nada no rosto, apenas respondeu friamente:
— Tudo bem.
Vinte minutos depois, ela entrou no escritório de Félix.
Uma reunião havia acabado de ser concluída ali.
Vários homens de meia-idade, com aparências imponentes, estavam saindo. Ao vê-la, pararam de caminhar, acenaram com respeito e disseram:
— Sra. Leite.
Celina sentiu-se um pouco constrangida com a saudação unânime, respondendo apenas com um leve aceno de cabeça.
Félix nunca escondeu a identidade dela diante dessas pessoas: ela era a sua esposa legítima, alguém de quem ele se orgulhava. Era agora, e sempre seria.
Quando todos saíram, a pesada porta do escritório se fechou.

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