Félix deu uma risada fria. "Guilherme é bom em intrigas, mas esses joguinhos sutis não levam a lugar nenhum. O velho ficou impaciente e decidiu tentar uma abordagem diferente."
Félix folheou rapidamente os documentos sobre Hermínio e os deixou de lado.
"Se você pretende agir contra Hermínio, terá que se esforçar com o vovô Franco. Nossos planos ainda não estão completos, não é aconselhável rompermos os laços agora."
Félix sorriu, sem dizer nada.
No dia seguinte, Celina acordou se sentindo muito melhor.
Especialmente com o sol quente da manhã iluminando seu corpo, a escuridão em seu coração também se dissipou um pouco.
Félix estava de pé junto à janela, de costas para ela, falando ao telefone.
"Celina não se sentiu bem ontem à noite, então eu a trouxe para casa."
"Então, ela está bem?"
A voz no telefone era de Waldir.
Félix ouviu um movimento atrás de si, virou-se e caminhou de volta para a cama, perguntando: "Você está melhor hoje?"
Celina fez um gesto para que ele lhe passasse o telefone.
Com a preguiça de quem acaba de acordar, ela disse ao telefone: "Pai, eu estou bem."
Ao ouvir isso, Waldir finalmente ficou aliviado.
"Luiza foi encontrada de manhã nas montanhas ao norte de Cidade Zeus, coberta de feridas. Ela foi violentada e está passando por uma cirurgia de emergência devido a uma hemorragia uterina. A polícia está investigando como ela foi do resort até lá. Quando acordei esta manhã e vi que você e Félix tinham feito o check-out, fiquei muito preocupado e liguei para saber como você estava."
Ao ouvir sobre o que aconteceu com Luiza, Celina rangeu os dentes e disse: "Ela colheu o que plantou."
Waldir entendeu tudo. "Entendi. Descanse bem, não precisa vir ao hospital. Passe o telefone para o Félix."
Félix pegou o celular.
"Isso não pode ficar assim", disse Waldir.
"Eu sei."
Félix desligou o telefone e viu Celina sentada na cama, de cabeça baixa, perdida em pensamentos. Ele estendeu dois dedos, ergueu o queixo dela e se inclinou.

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