“Você é que tem esquizofrenia!”
Luiza respondeu sem convicção e, depois de praguejar, voltou sua raiva para Júlio. “O que minha mãe mandou você fazer aqui?”
“Senhorita, por favor, não pergunte.”
Ele realmente não esperava que a Srta. Reis fosse tão cautelosa a ponto de rasgar seu traje de proteção sem se importar com as aparências.
Missão fracassada, ele sentia-se envergonhado, mas as regras da Família Palma o impediam de trair a Sra. Palma.
“Quando vir minha mãe, você sabe o que deve e o que não deve dizer, certo?”
Júlio apertou os lábios, sem responder.
Luiza sentiu um nó de raiva se formar em seu peito, fazendo seus pulmões doerem.
Quando Celina chegou ao térreo, Janaina parou o carro e notou imediatamente o ferimento no dorso de sua mão.
“Como conseguiu isso?”, perguntou Janaina.
Celina entrou no banco do passageiro, abriu o porta-luvas, pegou um spray de iodo e aplicou no ferimento. “Foi a Luiza.”
“Viu só? Você não se vira sem mim.”
Janaina deu a partida no carro.
Celina pegou o celular. Inicialmente pensou em mandar uma mensagem, mas decidiu ligar.
Do outro lado, Félix Leite demorou um pouco para atender, e sua voz estava extremamente baixa.
“Sentiu minha falta?”
O humor deprimido de Celina se dissipou como neblina ao ouvir suas palavras.
Ela disse suavemente: “Eu vi na internet várias queixas sobre disputas nos ensaios clínicos da Diotecnologia Fresh, e ninguém está resolvendo. Esse assunto... alguém pode cuidar disso?”
Félix permaneceu em silêncio.
Celina sabia o motivo.
“Estou com saudades.”

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