“Luiza Palma! Você enlouqueceu!”
Bernardo Sampaio apressou-se em intervir, puxando Luiza bruscamente para longe.
“Se continuar com essa palhaçada, não hesitarei em usar sua verdadeira natureza como motivo para cancelar nosso noivado!”
Essa frase foi como um balde de água fria, paralisando Luiza instantaneamente.
Ela ainda não havia alcançado seu objetivo, e o noivado com a Família Sampaio era muito importante para ela.
Luiza foi quem agrediu, mas agora, lágrimas brotavam em seus olhos.
“Você me ameaça por causa dela. O que ela é para você, e o que eu sou?”
No entanto, mesmo com seu olhar suplicante, Bernardo apenas curvou os lábios em um sorriso frio.
“Você não vivia me perguntando de quem era aquela jaqueta do uniforme escolar? Hoje, eu lhe dei a resposta.”
A respiração de Luiza falhou.
Bernardo puxou Celina Reis para ainda mais longe dela e apertou o botão do interfone do escritório. “Traga o kit de primeiros socorros.”
O ferimento no dorso da mão de Celina não era grave, apenas algumas gotas de sangue haviam se formado.
Uma pessoa vestindo um traje de proteção branco entrou no escritório carregando uma maleta de primeiros socorros.
Depois de colocar a maleta sobre a mesa, a pessoa não saiu, parecendo esperar que terminassem de usá-la para levá-la de volta.
Bernardo pegou um cotonete da maleta e, depois de limpar as manchas de sangue da mão de Celina, aplicou iodo para desinfetar.
Nesse momento, Celina, que estava atenta, viu a pessoa de traje de proteção pegar rapidamente o cotonete que Bernardo estava prestes a descartar.
Normalmente, isso seria um gesto bajulador comum, mas Celina empurrou Bernardo e correu para tentar pegar o cotonete de volta.
A pessoa, no entanto, esquivou-se rapidamente, impedindo que Celina o alcançasse.
“Quem é você?”
Incapaz de recuperar o cotonete, Celina rasgou o traje de proteção do indivíduo.
Um rosto pálido, sem tempo para se esconder, foi revelado a todos.
“Júlio!”

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