"Celina, na verdade, eu..."
Celina pousou a mão sobre as dele, interrompendo o que ele ia dizer.
"Obrigada por ter me levado para a Família Marques naquele ano, por me mostrar como é um ‘lar’. Com ou sem laços de sangue, você é a pessoa mais importante da minha família."
Renato entendeu instantaneamente a recusa por trás de suas palavras calmas.
Ele não disse mais nada, apenas sorriu gentilmente e, invertendo o gesto, segurou a mão dela na sua, dizendo com sinceridade: "No meu coração, sempre seremos uma família. De agora em diante, se precisar de qualquer coisa, é só pedir. Mesmo que minha capacidade seja limitada, farei tudo o que estiver ao meu alcance."
"Eu sei." Celina assentiu.
"Vamos, a bagagem já está no carro. Eu te levo ao aeroporto."
Ela concordou e o seguiu até a porta.
Quando sua mão tocou a maçaneta, Celina parou e olhou para a figura adormecida na cama do hospital.
"Jessica, você precisa me esperar."
...
Celina e Janaina chegaram à Cidade Zeus tarde da noite.
Nenhuma videochamada para Félix, nenhuma mensagem. Era como se ela quisesse traçar uma linha clara e definitiva entre eles.
Depois de passar a noite em um hotel, no dia seguinte, Janaina alugou um carro e, com o endereço fornecido por Geraldo, encontrou a empresa chamada "Biotecnologia Fresca".
Janaina esperou no andar de baixo enquanto Celina subia sozinha.
Na recepção, Celina disse educadamente: "Olá, gostaria de falar com o responsável pela aprovação de solicitações. É sobre o pedido de um coração cultivado com células para minha amiga. Gostaria de discutir alguns detalhes com ele pessoalmente."
Seu tom era sincero, mas a recepcionista apenas ergueu os olhos, medindo-a com um olhar quase protocolar.
Percebendo as roupas simples de Celina, um toque de desdém surgiu em sua voz.
"Tem hora marcada?"

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?