Sem equipamentos especializados, sem processos complexos, no instante em que os fios foram conectados, a tela de controle do laser acendeu-se bruscamente e o som de notificação do sistema soou claro: "Fonte de energia de emergência externa conectada. Sistema pronto."
Todo o processo não durou mais que duas ou três respirações.
Celina Reis pressionou o botão de ignição. Um feixe de laser colossal disparou com um estrondo, derretendo rapidamente a espessa placa de aço à distância.
Aquela luz refletia nitidamente o rosto de cada pessoa na plateia, boquiaberta e emudecida pelo choque.
Era preciso entender que o que ela acabara de fazer era o equivalente a usar uma pequena bateria para dar partida em um tanque de guerra quebrado.
A demonstração terminou. Um silêncio mortal pairou sobre o local.
Geraldo Pereira segurou o microfone e disse, em uma voz quase inaudível: "Nossa carga de bateria ainda está em 100%."
Após um breve silêncio, até mesmo aqueles que inicialmente eram céticos se renderam.
A plateia explodiu em aplausos. Alguns repórteres tentaram entrevistar Celina imediatamente, mas foram barrados por Geraldo.
Bastaria que o mundo todo soubesse o nome de Celina.
Ele a protegeu, saindo pelo lado do palco.
Nos bastidores, Leon Lessa cobriu a testa com a mão e fechou os olhos.
A tentativa de sabotagem saiu pela culatra e, em vez disso, engrandeceu ainda mais a Celina.
Desta vez, ele provavelmente levaria uma bela bronca.
No carro executivo da empresa, Celina e alguns colegas organizavam os equipamentos.
Nesse momento, Leon se aproximou, parando ao lado do veículo, hesitante.
Celina o viu e desceu do carro.

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