O Diretor Barbosa não conseguia resistir às jovens bonitas, mas uma dama elegante como Dona Leite ainda era novidade para ele, o que o deixava animado.
Celina foi para o quarto ao lado, e Amélia a chamou de volta.
"Já terminou assim?" Amélia perguntou, com desconfiança.
Celina sorriu timidamente. "Sim, já acertamos tudo. Agora é com vocês."
Dizendo isso, ela saiu do reservado, fechando a porta com delicadeza para eles.
Passados poucos minutos, Celina estava no quarto ao lado, saboreando um chá de frutas pedido por Amélia, quando um estrondo súbito ecoou do corredor.
A porta do reservado ao lado foi arrombada, e o grito apavorado de Amélia soou no mesmo instante.
"Marido, me salva, por favor, me salva!"
Ela entrou correndo nos braços de Samuel, com as roupas desarrumadas e o coque completamente desfeito.
Alex entrou apressado e, sem hesitar, espancou violentamente o tal senhor Tavares. Depois, chamou os seguranças, que rapidamente o imobilizaram.
"Foi a Celina! Foi ela quem armou para mim!"
Amélia, tremendo de medo, chorava nos braços de Samuel.
"Isso... não pode ser verdade." A voz de Alex estava cheia de dúvida.
Nesse momento, Celina, com uma das mãos segurando o chá de frutas e a outra calmamente acionando o gravador do celular, caminhou tranquilamente até a porta do reservado.
A conversa entre Amélia e o Diretor Barbosa soou nítida no aparelho, chegando clara aos ouvidos de Samuel e Alex.
Amélia levantou a cabeça de repente, olhando para Celina com incredulidade.
Desde o início, ela já achava aquele comportamento calmo demais para ser normal. Agora entendia: Celina havia chamado o marido e o filho às escondidas, e ainda gravara tudo, cavando uma armadilha perfeita para ela.
Que crueldade!
Porém, a gravação parou abruptamente no momento em que Amélia deixou o reservado.

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