Celina já esperava que Amélia dissesse muitas palavras duras, mas Alex, afinal de contas, tinha se ferido para salvá-la.
Somente por isso, ela sabia que deveria suportar aquelas acusações naquele dia.
Ela abaixou os olhos, sem se defender.
Quando estava prestes a encarar críticas ainda mais ásperas, Félix avançou rapidamente, colocando-se à sua frente. "Foi um acidente, ninguém queria que isso acontecesse. Por favor, cunhada, tente se acalmar."
"Yizhi," lamentou Amélia, com o coração partido, "eu só tenho esse filho, ele é toda a minha esperança. Agora, por causa dessa mulher, ele está deitado aqui. Como você quer que eu me acalme?"
"Lenfa," interveio Samuel Leite, com sua habitual serenidade, "lembre-se do lugar em que estamos. Não perca o controle diante de estranhos."
Ao perceber que até ele não permitia que ela repreendesse Celina, Amélia ficou ainda mais agitada.
"Controle? Meu filho está assim e ainda quer que eu tenha controle? Essa mulher é um desastre, uma tentadora..."
Nesse momento, uma voz fraca soou do quarto: "Mãe, como pode insultar minha noiva desse jeito?"
Todos ficaram surpresos, voltando-se ao mesmo tempo para o leito.
Ninguém sabia quando Alex havia acordado. Ele estava deitado, com a cabeça levemente virada, olhando para a mãe com desagrado.
"Filho, você finalmente acordou!"
Amélia esqueceu-se de tudo, correndo para o lado da cama, emocionada.
Mas Alex sentou-se sozinho, até mesmo retirando a máscara de oxigênio por conta própria.
Ele chegou a tentar arrancar o soro, mas, pensando que poderia assustar Celina com sangue, desistiu.
Todos ficaram atônitos diante de suas ações.
"Filho, você está muito ferido. Fique deitado, vou chamar o médico agora." disse Amélia.
Alex olhou para ela com calma. "Mãe, estou bem. Mas você não deveria falar desse jeito com minha noiva."

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