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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 151

Carlos estava sentado no escritório, vestindo um terno impecável, sem um só vinco, e olhava para o policial com uma calma inabalável.

"Então, devo ter me confundido. Ontem à noite jantei com o Diretor Tavares, bebi um pouco além da conta e minha cabeça ficou meio embaralhada."

Jessica não acreditava nem um pouco no que ele dizia.

"As câmeras mostraram claramente que foi você quem a colocou no carro. Pare de usar a bebida como desculpa. Entregue a pessoa!"

Carlos franziu a testa. "Tenho uma câmera veicular. Não grava imagens do interior, mas tem áudio. Por que não ouvimos juntos e esclarecemos tudo para a polícia?"

Geraldo observava a expressão de Carlos, desconfiado, mas permaneceu em silêncio.

A gravação mostrou que, quando o carro se aproximava da Ponte NK, a voz de Celina pediu para parar, dizendo que queria caminhar à beira do rio. Em seguida, ouviu-se o som da porta se fechando e Carlos tentando convencê-la a ficar.

"Então," Carlos sorriu, "a Srta. Reis desceu por vontade própria. Já posso ser considerado inocente?"

O policial refletiu por um instante, disse que, caso houvesse novidades, precisariam de sua colaboração, e se preparou para sair.

Mas Geraldo perguntou: "O Diretor Franco bebeu ontem à noite, por isso confundiu o local onde se separou de Celina?"

O olhar afiado de Carlos se dirigiu a ele. "A família Pereira tem tanto poder que precisa se meter em tudo?"

Geraldo sorriu de leve. "Denunciar direção sob efeito de álcool é um dever cívico de todo bom cidadão."

...

Jessica estava tão irritada que quase mordeu os lábios até sangrar.

"Celina está com ele, tenho certeza. Ele não está dizendo a verdade."

Geraldo manteve a calma. "Na posição dele, dirigir bêbado significa afastamento imediato. Vamos vigiá-lo de perto e descobrir onde ele escondeu Celina."

"Mas será que Celina pode esperar? E se ele for um doente, e..."

Jessica não ousou terminar.

Geraldo ficou em silêncio por um momento e decidiu que Jackson deveria saber.

Procurou o número e ligou.

"Alô..."

Para sua surpresa, quem atendeu foi Alice.

Geraldo também estranhou; Jackson nunca desgrudava do celular, a não ser que...

"Vo... você?"

"Meu irmão pegou o telefone errado. Dr. Pereira, deseja deixar um recado? Posso transmitir."

"É a última chance dela. Se fracassar, terá de procurar outro doador, o número 38. Por isso, é melhor garantir a taxa de sucesso."

A médica falava como se comentasse a sopa insossa do café da manhã.

Carlos fez um gesto para que ela saísse.

"Talvez haja gente vigiando lá fora. Tome cuidado ao sair."

Depois, aproximou-se de Celina, ajoelhou-se e puxou-a pelo cabelo, forçando-a a levantar o rosto.

O olhar de Celina estava turvo, saliva misturada com sangue escorria do canto da boca, e sua pele tinha um tom cinza-azulado anormal.

Carlos balançou a cabeça. "Fico com pena de você. Por que não colabora? Ligue para seus amigos, diga que está viajando e que ficará fora por duas semanas. Assim, posso ser gentil com você."

Celina cuspiu sangue nele.

"Jamais realizarei qualquer desejo seu, a não ser que me mate."

A dor dos choques fazia com que ela preferisse morrer, mas sempre que estava prestes a desmaiar, era injetada com vários medicamentos para mantê-la desperta.

Sessões de tortura a cada quatro horas a levaram ao limite; nunca antes desejara tanto a morte.

Carlos sorriu. "Você é alguém que nem o Diretor Tavares quis. Não adianta bancar a durona agora. Se cooperar, depois que coletarmos as células, talvez eu decida mantê-la comigo só por causa do seu rosto bonito."

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