O olhar de Alex era tão profundo que, mesmo em um breve momento de distração, ninguém percebeu.
Logo depois, ele soltou a mão dela e ajeitou as mangas do próprio paletó.
"A Srta. Reis foi a primeira pessoa que me disse uma mentira de que gostei de ouvir."
"Isso é um elogio?" Celina perguntou.
Alex fechou os olhos por um instante. "Mulheres de rosto duro não são agradáveis."
"Eu não estou querendo namorar com você, não preciso que goste de mim."
Enquanto falava, ela tirou do bolso da bolsa um pacotinho de biscoitos.
Após três dias sem comer direito, seu corpo estava sem nutrientes e a fome vinha fácil.
Ela comeu um pedaço e, por educação, perguntou: "Quer um pouco?"
A máscara de serenidade no rosto de Alex começou a rachar, uma camada de gelo se formou em seu olhar.
"Você comprou isso para o Renato, não conseguiu entregar, e agora quer me dar?"
Celina: "……"
Homens sensíveis não têm amigos.
"Foi só uma gentileza, não precisa levar a sério."
Alex: "……"
Assim, Celina seguiu comendo seus biscoitos sozinha até a porta da Pederneira Verde.
"Obrigada, Diretor Leite. Se cuide."
Como realmente não queria vê-lo novamente, decidiu não dizer adeus.
O som da porta do carro se fechando arrancou um breve sorriso do rosto normalmente impassível de Alex.
O secretário murmurou: "Diretor Leite, o senhor é bem tolerante com essa Srta. Reis."
Alex voltou à expressão habitual. "Jackson não tem muitos pontos fracos. Felizmente, ele ainda tem uma mulher que guarda no coração."
O secretário não entendeu. "O que ele mais valoriza não é a meia-irmã dele?"
Alex olhou para o logo da Pederneira Verde e ordenou friamente: "Verifique as conexões do Sr. Renato aqui no país."
O secretário ficou surpreso por um instante. "É sobre o que aconteceu há quatro anos?"
Alex não respondeu, o que era resposta suficiente.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?