EPILOGUE A
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Naquela noite, Daemonikai dormiu e os viu.
De pé na beira do rio estavam seus filhos - Myka e Alvin. Mas ao contrário do passado, eles não estavam tristes. Seus olhos não carregavam mais o peso da culpa ou da tristeza.
Não, seus filhos estavam sorrindo, acenando para ele.
Daemonikai correu da margem oposta, a água se abrindo em suaves ondulações enquanto ele atravessava, e quando os alcançou, os abraçou com força.
-Padre...- Alvin sussurrou roucamente. -Me desculpe.
-Pelo que?- Daemonikai recuou, suas mãos firmes no rosto de Alvin, forçando seu filho a encontrar seus olhos. -Nunca foi sua culpa, e sinto muito que você tenha saído do mundo acreditando que era.
Ele se virou para Myka. -Sinto muito por ter dito para você proteger todos os outros. Deveria ter dito para você se salvar primeiro. Talvez então, você ainda estivesse...
-Está tudo bem, Pai,- Myka interrompeu com um sorriso. -Não me arrependo de proteger a Mãe. Ou o nosso povo. Sou um protetor, assim como você, e me orgulho disso.
Atrás deles, uma multidão começou a se formar. Seu povo estava observando de longe. Alguns familiares, outros não, mas ele sabia em seu coração que todos eram seus.
Daemonikai elevou a voz, dirigindo-se a todos. -Eu trouxe o assassino de vocês à justiça, e garanti que ele sofresse. Sei que a maioria de vocês não tem memória de como morreram, mas talvez alguns de vocês tenham ficado para trás porque sentiram que algo estava errado. Algo inacabado.- A emoção entalou em sua garganta. Ele a limpou. -Hoje eu lhes digo, o homem que traiu nosso povo, que causou suas mortes, não existe mais. Então eu lhes peço agora, vão. Descansem. Estejam em paz. Quando reencarnarem, que sejam Urekai mais uma vez, e mesmo que não sejam - eu rezo para que encontrem amor, alegria e propósito. Vocês não serão injustiçados novamente.
Os espíritos baixaram a cabeça em uníssono.
-Vossa Graça,- murmuraram como um só.
Daemonikai se curvou de volta, piscando furiosamente contra as lágrimas que queimavam atrás de seus olhos.
Quando olhou para cima, muitos deles estavam sorrindo, alguns enxugando suas próprias lágrimas. E então eles se viraram e começaram a andar. Para a floresta, em direção à outra margem.
Ele se virou para seus filhos. -E vocês dois...- ele disse, com a voz embargada. -Lembrem-se de tudo o que ensinei a vocês. Só porque estão aqui não significa que se tornem figuras inativas.
A tensão se dissolveu em risos.
-Sim, é assim que se faz.- Daemonikai os pegou pelos pescoços, puxando-os para perto uma última vez, apoiando suas testas em seus ombros.
Seu rosto se contorceu, tentando conter a tristeza.
Mas quando recuou, estava sorrindo novamente. -Até nos encontrarmos de novo, meus meninos.
-Adeus, Pai.- Eles acenaram para ele.
-Cuidem de sua família,- disse Alvin. -Myka, Mãe e eu estamos felizes agora, então por favor... sejam felizes também.
-Eu estou agora,- Daemonikai sussurrou. -Amo vocês dois, mais do que jamais saberão. E vocês sempre estarão em meu coração. Vão agora. Descansem.
Eles sorriram, desaparecendo.
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Seus olhos se abriram de repente.
Escuridão. Seu quarto. Sua cama. Sozinho.
As lágrimas vieram. Quentes e silenciosas, escorrendo pelos lados de seu rosto, encharcando o travesseiro. Ele as deixou cair.
A cama afundou ao seu lado.
Braços quentes envolveram seu corpo, erguendo-o, e ele se virou instintivamente, se dobrando no abraço de sua companheira, segurando-a apertado, em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...