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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 385

Três dias depois.

Daemonikai tinha razão. Zaiper desejava nunca ter vivido para ver este dia.

Enquanto era desfilado pela praça lotada, cabeça baixa, correntes tilintando a cada passo, a humilhação era a única coisa que restava nele. Isso - isso - era uma desgraça abjeta. O pior dos piores. Ele estava vestido apenas com cuecas sujas, grossas algemas prendendo suas mãos e pés. As amarras eram envenenadas, drenando o que restava de sua força. Ele não podia se transformar. Não podia correr. Não podia lutar.

E as pessoas? Eles eram implacáveis.

-Vagabundo!

-Diabo maligno!

-Que sua alma apodreça nos nove infernos!

Seu ódio era um coro, quente como o sol batendo nele.

Cada passo era um lembrete de quão longe ele havia caído - de um Grande Senhor para isso, um macho enjaulado em exibição para ridículo público.

Zaiper nunca escolheu a morte levianamente. Mas esta desgraça pública era muito pior.

Uma mulher avançou pela linha de guardas. -Você merece justiça das multidões!- ela gritou, cuspindo nele.

A saliva bateu em sua bochecha, quente, cheirando a bile.

Zaiper tentou rosnar, mostrar suas presas. Mas saiu apenas como um rosnado baixo e quebrado. Ele estava muito fraco. Faminto. Privado de sangue. Esgotado além da medida.

Soldados o cercavam por todos os lados, protegendo-o do pior do ataque, mas era uma fina parede entre a ordem e o caos. Duas multidões separadas já haviam tentado atacá-lo durante esta miserável procissão - e agora, outra o aguardava à frente.

-Dê ele para nós!

-Deixe-nos tê-lo!

-Ele merece morrer gritando!

-Fiquem para trás!- um soldado gritou, tentando conter a maré.

Mas então aconteceu.

Um objeto duro atingiu as costas de Zaiper com um estalo violento, a dor detonando através de sua espinha. Então vieram os punhos. Botas. Garras. Ele caiu no chão, e eles desceram como uma matilha de lobos.

Não houve gritos dele - apenas ofegos sufocados e grunhidos estrangulados. Ele não podia gritar. Não podia respirar. Não podia se mexer.

Ele provou seu próprio sangue. Ouviu o estalo distinto de suas costelas cedendo sob um pisão selvagem. Ele queria chamar - exigir que os soldados fizessem seu maldito trabalho. Mas sua voz se foi. Perdida.

Aquele bando de idiotas sequer estava tentando ajudar? Não parecia.

Um rugido foi arrancado à força de sua garganta arranhada enquanto sua pele crepitava. Sua pele descascava diante de seus olhos. Lágrimas embaçavam o pouco que ele ainda podia ver. A agonia era insuportável. O cheiro de pele escaldada misturado com a sujeira das águas residuais.

É tarde demais, malditos!

Quando ele voltou a si, Zaiper estava pendurado de cabeça para baixo, suspenso no ar como um animal esfolado. A dor não diminuíra - ainda estava lá, tão brutal quanto antes. O sangue corria para sua cabeça, fazendo-o sentir tonturas e pesado. Sua parte inferior do corpo estava ficando dormente. Isso não era apenas desconfortável. Era debilitante.

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