Essas imagens... Inferno em um trem, não eram boas para ele. Paraíso em uma lâmina.
Seu sorriso era sonhador e doce. -Eu finjo que são os dedos dele, e é muito bom tê-los dentro e imaginar que é ele.
Daemonikai jurou entre dentes.
Isso era crueldade. Pura, sem disfarces crueldade.
E era glorioso.
O prazer escorria por sua espinha enquanto seu pau latejante recebia fricção, esfregando-se contra o lado dela. Quando seus quadris começaram a se mover?
-E o pau dele...- ela riu, cobrindo a boca como se tivesse dito algo escandaloso. -Essa palavra é engraçada. Pau. Pau. Pau.
Ele soltou um som que poderia ter sido um rosnado. -E sobre o pau dele?- Ele precisava ouvir o resto.
-Oh, isso parece... I. N. C. R. Í. V. E. L.- Ela soletrou a palavra devagar, seus olhos fechados tremulando como se pudesse ver a imagem claramente em sua mente. -É o único que eu tive, sabe. O pau dele. Mas ohhh, até eu sei que é único.
Daemonikai amaldiçoou novamente, desta vez com uma voz baixa e rouca. Ele estava prestes a gozar. Ali mesmo. Apenas com isso.
A maneira como seu corpo se movia sozinho, esfregando-se contra ela como se ele fosse um macho enlouquecido por libertação. Sua voz, seus elogios, sua língua suja - tudo isso era demais. Ele estava perto.
-Mas me machucou, sabe,- veio como um sussurro suave.
Seus quadris pararam.
-O pau dele. Algo que eu gosto tanto que me traz tanto prazer... também me trouxe tanta dor.- Uma lágrima solitária escorreu de seus olhos fechados, descendo. -E de alguma forma... minha mente se fixa nisso.
Daemonikai engoliu em seco, seu peito ficando mais pesado.
-Eu quero sentir de novo, sabe. Eu penso em como é bom sentir... e antecipo o quão bom vai ser. Mas quando ele tenta entrar no meu corpo, tudo o que vejo... tudo o que sinto... é o quão bom não foi. Naquela noite.- Outra lágrima seguiu a primeira. -Eu queria não pensar naquela noite. Eu queria... quando meu amado tenta entrar no meu corpo novamente, tudo o que eu possa pensar é o quão bom é. O quanto eu quero senti-lo de novo.- Sua testa se franziu. -Ah, e que nosso vínculo retorne. Eu penso nisso também.
Agora ela sorriu e a animação em seu rosto roubou-lhe o fôlego.
-Eu tenho desejado às estrelas repetidamente,- ela confessou em um tom brilhante e baixo. -Eu orei, prometendo a Ukrae e à deusa da lua que faríamos melhor desta vez. Nós iríamos valorizar o vínculo, e nunca o culparíamos por qualquer infortúnio.
Daemonikai havia feito essas mesmas promessas. Sussurrou-as para as estrelas e para os deuses silenciosos que não mais o respondiam.
-Sinto falta de sentir suas emoções. De poder chamá-lo em tempos de dificuldade. Sinto falta de senti-lo aqui.- Ela pressionou a mão em seu peito, soluçando. -E eu me recuso a perder a esperança, nosso vínculo vai retornar. Oh, me sinto muito animada só de pensar nisso.- Ela mexeu os quadris com entusiasmo.
Daemonikai se endureceu, tentando segurá-la. -Espera, Emeriel


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...