-O quê!?- Os olhos da senhora Livia se arregalaram de espanto.
Num frenesi de movimento, ela saiu correndo pela porta, gritando pelo soldado mais próximo.
Emeriel ouviu ela dando ordens: -Vá para Mabblewood e diga ao Grande Senhor Ottai para enviar um pombo mensageiro imediatamente para o Grande Senhor Vladya! E traga Amie imediatamente!
Emeriel virou-se para sua irmã com o coração acelerado.
-Calor?- Aekeira ofegava, lutando para se sentar. -N-não, isso não pode estar certo.
Passando um braço ao redor dela, Emeriel a apoiou para sustentar seu peso. -Seus olhos estão vermelhos, Keira. Você está suando muito.
-Mas isso é só para as Sirenas, e eu—- Um suspiro agudo escapou de Aekeira enquanto ela se contorcia desconfortavelmente, sua pele corada ficando mais úmida com o suor. -Em... Eu não me sinto bem.
-Eu sei,- Emeriel murmurou, segurando-a ainda mais perto. -Eu sei, querida irmã.
-Eu r-realmente não me sinto bem.- Aekeira se contorcia, pressionando uma mão em seu estômago. -Tem esse fogo... queimando dentro de mim, e eu—eu realmente quero tirar minhas roupas.
-Você não pode. Ainda não.- Os pensamentos de Emeriel estavam acelerados. Seu coração queria sair batendo do peito.
Era uma longa jornada até o Refúgio do Oráculo. Os grandes governantes haviam saído cedo esta manhã, o que significava que eles ainda poderiam estar na estrada. Quanto mais tempo levaria para o Senhor Vladya retornar? Aekeira conseguiria resistir até lá?
A senhora Livia voltou, carregando uma xícara de madeira em uma mão e um jarro de água na outra. Colocando o jarro ao lado da cama, ela entregou a xícara para Emeriel. -Ela precisa se manter hidratada.
Segurando-a, ela a levou aos lábios de Aekeira, guiando-a enquanto ela tomava pequenos goles.
As mãos de sua irmã tremiam, e parte da água escorreu pelo queixo, mas ela conseguiu beber um pouco.
Ao afastar a xícara, uma sensação de formigamento percorreu o braço de Emeriel, e ela coçou distraída.
-Isso deve definitivamente ser o sinal que o Oráculo disse ao Senhor Vladya para observar,- sussurrou a senhora Livia, meio para si mesma, meio maravilhada. -Aekeira é uma Sirena. Ela sempre foi uma, mas por causa da alma perdida de Sua Alteza, seus traços estavam adormecidos.
-Você também acha?- Esses eram exatamente os pensamentos de Emeriel, mas ela nunca os havia expressado para evitar dar falsas esperanças a sua irmã. Aekeira sofreria muito se estivesse errada.
-Pense sobre isso,- disse a senhora Livia, pensativa. -Como aconteceu com você? Você entrou no cio no seu primeiro dia na Cidadela porque estava em proximidade com a besta do Rei Daemonikai. Os traços de Aekeira permaneceram adormecidos porque não havia alma para ativá-los. Eu suspeitava disso antes, mas descartei porque parecia bom demais para ser verdade. Mas agora...- Ela balançou a cabeça, e seus olhos envelhecidos brilhavam com lágrimas não derramadas.
-Seu maior desafio acabou de ser resolvido. Aekeira é uma Sirena—compatível com ele.- A mulher mais velha soltou um suspiro trêmulo. -Oh, Emeriel... há uma chance de que o ritual de união deles possa realmente funcionar.
Um calor se espalhou pelo peito de Emeriel, se expandindo até ela pensar que poderia explodir.
Tudo pelo que elas haviam rezado, tudo pelo que haviam esperado. Algo que parecia tão impossível.
Gemendo, Aekeira puxava desesperadamente suas roupas. -Eu quero tirá-las!- punhos se fechando no tecido onde ela podia agarrar. -Eu preciso tirá-las!
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...