GRANDE REI DAEMONIKAI
O olhar de Daemonikai permaneceu por muito tempo depois que Emeriel se foi. Ela era tão preciosa.
Seu gesto o aqueceu por dentro. Acordar tão cedo para preparar tudo, para ajudá-lo a se preparar para o dia era realmente gentil e atencioso dela... assim como tudo o mais.
Daemonikai já conhecera o amor antes. Ele construíra uma família, perdeu uma, e suportara o peso do tempo, mas de alguma forma, com ela, tudo parecia novo novamente. Como se estivesse redescobrindo algo há muito enterrado sob os séculos. Ele nunca se sentira tão completamente visto, tão profundamente cuidado.
Ela o fazia sentir novamente.
Em momentos como esses, quando seu coração acelerava apenas ao pensar nela, ele se sentia jovem novamente. Não o antigo Grande Rei que havia percorrido o mundo por cinco mil e duzentos anos, mas um jovem experimentando o primeiro arroubo de amor.
Se ele se sentia assim agora, mal podia imaginar como seria quando o vínculo deles fosse completamente restaurado.
E seria restaurado.
Daemonikai se recusava a acreditar de outra forma.
Ajeitando os punhos, ele ouviu passos se aproximando e olhou para cima, esperando Emeriel. Em vez disso, Vladya entrou, vestido em suas vestes cerimoniais.
-Eu vou com você para a Oferta Celestial,- anunciou Vladya.
Daemonikai arqueou uma sobrancelha. -Você está indo para a Oferta, ou simplesmente deseja ver a Oráculo?
-Isso importa?- Vladya deu de ombros. -Seu clã está viajando para as montanhas, e eu também quero rezar. Vamos juntos.
Daemonikai cruzou os braços. -O Oráculo especificamente disse a você através do pássaro mensageiro que enviou, para esperar por um sinal.
Vladya completara o primeiro passo do ritual, três dias atrás. O Oráculo fora claro: ele deveria esperar por um sinal que determinaria se poderia prosseguir com o segundo rito. Mas se nenhum viesse, ele deveria visitá-la na próxima semana.
-Estou cansado de esperar,- resmungou Vladya. -Neste ponto, não consigo dizer se já recebi o sinal ou não. Quando se quer algo tanto, tudo parece um sinal.
Daemonikai suspirou. -Você sabe que nossa volta é amanhã, não é? Isso significa que deixaremos o reino nas mãos de Ottai.
-Em mãos capazes. Não seria a primeira vez.
-Verdade,- Daemonikai concedeu. -Tudo bem. Prepare sua montaria. Temos uma longa jornada pela frente.
Vladya deu um aceno curto antes de se virar e sair da sala.
PRINCESA EMERIEL
-Por que você continua olhando para trás, como se esperasse que o Senhor Vladya aparecesse do nada?- Os lábios de Emeriel se curvaram em um sorriso brincalhão enquanto observava Aekeira olhar por cima do ombro pela centésima vez.
Aekeira se pegou, corando.
-Não é assim...- murmurou, evitando o olhar de sua irmã.
Emeriel franziu o cenho. -Pelo menos tenha a decência de admitir que sente falta dele. Honestamente, você é patética - nem se passaram quatro horas desde que eles partiram.
-Como se você não sentisse falta do Grande Rei,- retrucou, lançando-lhe um olhar.
-Eu sinto,- o queixo de Emeriel se ergueu orgulhosamente. -Se eu tivesse a capacidade, eu poderia tê-lo amarrado na cama para que ele nunca precisasse sair novamente esta manhã.
Sua irmã riu. -Você é sem vergonha, Em.
-Eu sei,- ela riu também.
Mas depois disso, Aekeira ficou em silêncio novamente, seu olhar distante enquanto continuavam sua caminhada até o mercado para comprar cortinas.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...