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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 267

PRINCESA EMERIEL

Ao ver o Grande Rei Daemonikai, sua dor... diminuiu. Recuou para segundo plano.

Tudo em que ela conseguia se concentrar era nele. Como protegê-lo da agonia que ela sabia que estava por vir.

-Daemon...- Sua voz vacilou ao se aproximar dele, sua cabeça balançando levemente. Ele nunca deveria descobrir.

-É verdade?- ele perguntou, sua voz rouca e tremendo. -Nós tivemos um filho há dois anos e lo...- Sua garganta trabalhou, com dificuldade. -Perdemos um filho?

O medo em seu rosto era inegável.

Seus olhos praticamente imploravam para que ela dissesse não. Para dizer que não era verdade.

Que era uma mentira, uma brincadeira cruel. Uma história inventada para acalmar Aekeira.

Emeriel viu tudo em seu olhar. O medo cru, a recusa em acreditar.

E por um momento passageiro, ela considerou mentir para ele. Dizer exatamente o que ele queria ouvir. Qualquer coisa para poupar-lhe o peso dessa miséria insuportável.

Mas mentir não os salvaria. Não disso.

-Sim,- ela admitiu. -Eu tive um aborto.

Ele recuou como se tivesse sido atingido.

-Não,- ele respirou, seus olhos procurando o teto, as paredes, qualquer lugar menos o rosto dela.

-Não pode ser.- Ele balançou a cabeça violentamente, como se estivesse tentando desalojar a verdade. -Não pode ser.

Os olhos de Emeriel vazaram mais lágrimas.

Sua irmã se moveu em sua periferia, enxugando suas próprias lágrimas. Aekeira encontrou seus olhos brevemente e murmurou, -Voltarei mais tarde.

O som da porta se fechando mal foi registrado. O foco de Emeriel permaneceu fixo em seu Amado. -Daemon, eu sinto muito.

-Mas não pode ser.- Ele fechou a distância entre eles em um instante, suas mãos agarrando seus ombros. Não com rudeza, mas com a força desesperada de um homem mal se segurando. -Não é possível.

-É.- Seu rosto se contorceu enquanto novos soluços a sacudiam. -Fiquei grávida, Vossa Graça. Carreguei seu filho. E então eu...

Suas mãos voaram para a boca, abafando o som de seus choros. -E então eu o perdi. Nem sabia que estava grávida. Eu...

As mãos de Daemon tremiam contra seus ombros antes de repentinamente caírem. Como se toda a sua força o tivesse deixado em um único suspiro.

Ele virou-se sem dizer uma palavra, seus movimentos lentos e pesados, e começou a andar.

Para fora dos aposentos e para o corredor.

Seus ombros curvados, cabeça baixa.

Ele parecia tão derrotado que doía Emeriel até o âmago.

Wegai deu um passo à frente como se fosse segui-lo, mas ela balançou a cabeça, comandando silenciosamente para ele ficar para trás.

O chefe da guarda obedeceu, embora parecesse claramente preocupado.

Emeriel seguiu Daemonikai, mantendo duas passadas atrás dele enquanto ele vagava sem rumo pelo corredor. Seus passos eram pesados, arrastando... como se cada um fosse uma batalha.

Ele saiu do prédio e entrou no pátio.

O ar da noite estava fresco, a brisa girando ao redor deles, puxando suas roupas. Emeriel queria dizer algo - qualquer coisa - para oferecer-lhe conforto. Mas nenhuma palavra veio à mente.

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