GRAND KING DAEMONIKAI
-Alguém está se sentindo bastante alegre esta noite-, observou Vladya ao se aproximar.
O Grande Rei Daemonikai virou-se, um sorriso puxando seus lábios, um que ele não conseguia suprimir, não importa o quanto tentasse. -Não sei quanto a você, Vladya, mas estou tendo um dia tão bonito.
Vladya arqueou uma sobrancelha enquanto inclinava a cabeça em uma reverência educada. -Vossa Graça.
-Pare com essa baboseira-, Daemonikai acenou com a mão de forma displicente, retomando seu passo, mãos entrelaçadas atrás das costas.
-Ele também assobia-, observou Vladya, sua voz carregando um tom provocador.
Daemonikai parou, a leve melodia no ar cessando também. Ele piscou, surpreso. Isso fui eu?
Ele nem percebeu que estava assobiando.
-Sabe, você é sortudo que Aekeira não tenha nossa audição-, disse Vladya, movendo-se ao lado dele. -Ela teria invadido a noite passada, ouvindo sua irmã gritar assim a noite toda.
-Por que de repente está se metendo nos meus assuntos, moleque?- Daemonikai sorriu, lançando a Vladya um olhar de soslaio. -Pensando bem, alguém parece ainda mais animado do que eu.
-Isto não é sobre mim - é sobre você-, Vladya retrucou, revirando os olhos. -E, com todo o respeito, poderia parar de tentar mudar de assunto?
-Deveriam cortar suas orelhas-, murmurou Daemonikai entre dentes.
Vladya sorriu. Um sorriso genuíno, desarmado.
Daemonikai notou as sutis mudanças em seu amigo desde seu retorno. Pouco a pouco, vislumbres do antigo Vladya estavam ressurgindo. Mas isso - esse sorriso sincero - era o melhor.
-Sabe, acho que é a primeira vez que te vejo tão... feliz. Faz tempo-, sorriu Vladya.
Limpando a garganta apertada, Daemonikai continuou a andar. -Tirou as palavras da minha boca.
-E não pode culpar minhas orelhas por isso-, tsked Vladya, sorrindo. -Você foi quem se mudou de suas câmaras bem fortificadas para outras.
Isso era verdade. As Memórias de Evie tinham sido demais, muito dolorosas. E agora... ele não se arrependia.
Ele gostava de suas câmaras atuais. Mas talvez fosse hora de considerar convertê-las em sua residência principal, fortificando-as de acordo.
-Vocês dois finalmente vão dar uma chance a esse relacionamento entre vocês?- Vladya perguntou, seu tom perdendo um pouco de leveza. -Ela te perdoou?
-Ainda não. Mas gosto de pensar que estamos trabalhando nisso. A noite passada foi... incrível-, Daemonikai exalou, procurando a palavra certa. -...incrível.
Vladya parou, virando-se para encará-lo, seus olhos escaneando Daemonikai com um olhar perspicaz. -Todas essas mudanças que vejo, ficam bem em você. Os sorrisos, a leveza... até sua aversão ao toque parece estar desaparecendo. Gosto disso para você, Daemon.
-Também gosto disso para mim-, disse Daemonikai, suavemente. -Não achei que isso aconteceria. Quem poderia imaginar que haveria motivo para sorrir novamente?
-Não eu.- O próprio sorriso de Vladya diminuiu, deixando apenas o calor em seus olhos.
O olhar de Daemonikai caiu na mão semelhante a uma pata de Vladya. Um lembrete de que, um dia, ele poderia perder seu amigo mais antigo para a loucura. Nem pense nisso.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...