Ottai os levou até a residência real de Frostfall. Eles entraram na câmara silenciosa onde Emeriel estava deitada na cama, com o rosto pálido e os olhos fechados. Sua respiração era muito fraca.
O Grande Rei Daemonikai estava ao seu lado, segurando sua mão. Ele não reagiu quando Ottai anunciou a chegada deles ou quando entraram no quarto.
-Em?- Aekeira correu para o lado de sua irmã, segurando sua outra mão. -Em, por favor, abra os olhos,- ela soluçou. -Por favor... sou eu, Aekeira.
-Estamos esperando por Faiwick. Ele está procurando pelo antídoto,- a voz de Ottai estava baixa enquanto explicava. -O veneno usado é bastante raro e difícil de obter. Até agora, todos os curandeiros que verificamos não têm a raiz de kaizan necessária para o antídoto.
-Raízes de kaizan?- As sobrancelhas de Vladya se franziram. -Essas são quase impossíveis de encontrar.
Ottai assentiu sombriamente. -Não é um veneno Urekai, é um veneno de mago.- Sua voz estava tensa, inquieta. -Se alguém vendeu isso aqui, é provável que tenha vendido o antídoto também. Faiwick está verificando com os herboristas restantes e o mercado negro.
As sobrancelhas de Vladya se franziram ainda mais. -E se não for encontrado?
Ottai hesitou, os olhos baixando para o chão. -Esperamos por Faiwick.
Durante todo o tempo, Daemonikai não disse nada. Seu rosto era de pedra, os olhos nunca se afastando de Emeriel.
Vladya se aproximou, ficando atrás do grande rei. -E a pessoa responsável - eles foram encontrados?- ele falou baixo, mas com firmeza em sua voz.
-Nenhuma pista, nenhum rastro, nada,- Ottai não conseguiu esconder sua frustração. -Todos os nossos homens estão lá fora procurando...
A porta se abriu, e a cabeça de um guarda apareceu. -O curandeiro retornou.
O grande rei se levantou instantaneamente. Faiwick entrou, escoltado por soldados.
-Como foi? Onde está o antídoto?- Daemonikai exigiu.
O rosto do curandeiro se desfez. -Não encontramos nada, Vossa Graça. Vasculhamos cada moradia, cada banca de ervas ao longo dos rios.- Ele balançou a cabeça, visivelmente desesperado. -Questionamos cada herborista, cada vendedor. Não há raiz de kaizan aqui.
Aekeira irrompeu em lágrimas, seus ombros tremendo enquanto segurava a outra mão de Emeriel.
-O que você quer dizer que não conseguiu encontrar nada?- Daemonika rosnou, sua postura ficando rígida.
Os ombros de Faiwick se curvaram, seu rosto lívido. -S-sinto muito, Vossa Graça. N-nós procuramos em todos os lugares.
Um silêncio tenso encheu o quarto.
O grande rei, ele parecia...absolutamente furioso.
Merda.
-Ainda podemos enviar uma equipe aos magos,- Ottai foi rápido em acrescentar, desesperado para conter qualquer tempestade que estivesse se formando nele. -Eles podem ter as raízes.
-Isso é uma jornada de uma semana no máximo,- Vladya contra-argumentou, olhando para o corpo pálido e imóvel de Emeriel.
As mãos de Daemonikai se fecharam em punhos apertados, falando entre dentes. -Quanto tempo ela tem?
Ottai se mexeu, desconfortável.
-Dois dias, Vossa Graça,- Faiwick respondeu por ele. -Três no máximo.
Todos olharam para ele.
-O v-veneno destrói de dentro para fora, pouco a pouco,- O curandeiro explicou, nervoso. -A cada momento que passa... ele consome seus órgãos. No terceiro dia... não restará nada.
O Grande Rei Daemonikai jogou a cabeça para trás e ROSNOU.
Um rugido estrondoso que ecoou pelas paredes, pelo prédio, por toda a fortaleza...fazendo tremer a própria pedra sob seus pés. E, como se isso não bastasse, ele liberou rajadas pesadas de feromônios.
Se espalhando como fogo, a força da compulsão fez com que todo homem comum caísse de joelhos. Cabeças baixas, mãos atrás das costas.
A pressão era tão forte que Ottai ficou rígido...assim como Vladya. Incapazes de lutar contra a força de seus feromônios, eles também expuseram a garganta, se submetendo à sua dominação.
-Se acalme, D-Daemon, por favor...- Vladya disse com a voz rouca.
Outro rugido rasgou da garganta do grande rei, ainda mais alto e intenso que o primeiro.
O cheiro de urina se elevou no ar. Soldados caíram no chão rolando de barriga para baixo.
-Eu destruirei quem for responsável por isso,- os olhos de Daemonikai ardiam, verdes e amarelos. -Eu os encontrarei, e farei com que paguem.
Vladya, com esforço visível, forçou suas pernas a se moverem. Ele estava lutando, e Ottai só podia imaginar a turbulência que aqueles feromônios estavam causando em sua besta semi-louca.
-Vossa Graça,- a voz de Vladya estava tensa, -por favor controle-se. Não perca o controle aqui. Por favor, pense em Emeriel.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...