-Gostaria de algumas frutas?- Emeriel perguntou.
-Sim, por favor,- respondeu a menina, sua voz pequena, seu sorriso esperançoso.
-Qual é o seu nome?
-Dabekka.
-Agora, Dabekka, estenda suas roupas,- instruiu Emeriel, ajudando a criança a levantar sua peça de vestuário para formar uma bolsa improvisada. Em seguida, ela esvaziou as frutas de sua cesta no vestido de Dabekka, garantindo que as frutas ficassem seguras.
Os olhos da jovem se arregalaram de alegria. -Obrigada, por favor!- Ela avançou rapidamente e plantou um beijo rápido e inesperado na bochecha de Emeriel antes de sair correndo.
Atônita, Emeriel se levantou lentamente, sua mão tocando o local onde o beijo permanecia como um sopro quente. Ela examinou a área novamente e, com certeza, vários Urekai estavam observando-a de longe.
Seu primeiro instinto foi gritar: -Eu não a machuquei!- Mas ela engoliu o impulso.
Em vez disso, ela endireitou os ombros e continuou em direção à fortaleza. Deixe-os pensar o que quiserem.
-Seja bem-vinda de volta, Princesa. O herborista está dentro,- informou o soldado posicionado na entrada.
-O herborista?- Emeriel franziu o cenho. Ela já havia visitado a moradia do herborista, coletando as ervas que ele deveria entregar, antes de ir para o jardim.
Seus passos eram silenciosos ao entrar nas câmaras.
Um homem estava sobre o grande rei, sua adaga erguida acima do coração do rei.
•
Reagindo por puro instinto, Emeriel pulou na cama e colidiu com o intruso, suas mãos fechando-se em torno do cabo da adaga.
Eles lutaram pelo controle da arma, músculos se esforçando enquanto a lâmina vacilava entre eles. Com um grito feroz, ela socou o estômago do assassino.
O golpe foi forte, forçando um grunhido dele enquanto ele cambaleava para trás, seu aperto na adaga escorregando. Emeriel arrancou a arma de sua mão.
-Quem é você?- ela exigiu, avançando sobre o intruso.
O assassino se recuperou rapidamente e avançou para ela, suas mãos se agarrando à adaga.
Emeriel torceu, impedindo-o de alcançá-la. Cada vez que ele tentava pegar a arma, ela a puxava além de seu alcance.
Sua frustração aumentou e, com um rosnado áspero, ele desferiu um soco em direção ao rosto dela. Emeriel o desviou com reflexos rápidos e, aproveitando a oportunidade, ela cravou a adaga profundamente no peito do assassino.
Ele soltou um longo suspiro, tenso. Então, com um suspiro lento, ele desabou a seus pés. Sem vida.
Emeriel se endireitou, limpando as mãos, quando um gemido fraco chegou aos seus ouvidos.
Mas não veio do homem morto.
Seus olhos se voltaram para o grande rei a tempo de ver suas pálpebras tremularem... mais tremuladas... Então, seus olhos se abriram.
Ele estava acordado.
O Rei Daemonikai estava acordado?
Emeriel correu até ele. Mas antes que pudesse chegar ao seu lado, a porta da câmara se abriu com um estrondo alto, e o Senhor Ottai entrou apressado. -Ouvi barulhos - ele está acordado!
-Shhh,- Emeriel fez um sinal de silêncio em tom baixo. -Muito alto, Senhor Ottai.

-Mas um assassino passou por eles. Disfarçado de curandeiro, ainda por cima, e veio para matar o rei sob sua guarda.- O Senhor Ottai latiu. -Investigue este assunto minuciosamente. Quero saber quem era esse homem - sua família, seus amigos, todos com quem ele entrou em contato nas últimas quarenta e oito horas. Ninguém será poupado de interrogatório.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...