SENHORA SINAI
A Senhora Sinai estava na sala de estudos do Grande Senhor Zaiper, seus dedos percorrendo levemente a grande mesa coberta de mapas e pergaminhos enquanto esperava.
O suave tic-tac de um grande relógio no canto capturou seus olhos vagantes, então as pinturas ousadas na parede e a coleção de artefatos antigos exibidos em estojos de vidro.
-Se não é a nossa bela senhora,- a voz do Senhor Zaiper atrás dela quebrou a quietude.
Colocando um sorriso praticado em seu rosto, Sinai virou-se para encará-lo. -Vossa alteza.
-A que devo esta agradável visita?- Zaiper ficou diante dela, divertido.
Ela piscou os cílios. -Uma mulher não pode decidir visitar seu governante favorito de vez em quando?
Seu riso ecoou pela sala. -Pensei que Daemonikai detinha esse título?
-Ele detinha,- ela deu de ombros, alcançando a oferta embrulhada que havia deixado em sua mesa. Levantando-a, ela a apresentou a ele com um floreio. -Mandei meus servos prepararem sua refeição favorita. Espero que goste.
As sobrancelhas de Zaiper se ergueram em surpresa. -Uma refeição também?- Ele pegou o pacote, cheirou apreciativamente e o colocou de volta em sua mesa. -Espero que tudo isso não seja sobre aquela terra além das Águas de Cristal?
-Todo mundo já sabe disso?- Sinai resmungou, aborrecida. -Ainda assim, ninguém quer me deixar tê-la.
Zaiper balançou a cabeça, movendo-se para se apoiar em sua mesa. -Isso porque é entre você e Daemonikai. Ele prometeu a você; quando chegar a hora certa, ele permitirá que você a tenha.
-Já se passaram seis séculos!- A voz de Sinai subiu em frustração. Ela queria gritar, jogar algo. Qualquer coisa.
Aquela terra era sua chave para riqueza e poder incontáveis. Por que Daemonikai não a liberava para ela?
Neste momento, ela teria construído um império. Talvez até se tornasse a mais rica senhora do reino. -Certamente você poderia liberá-la para mim?
-Eu poderia. Mas não seria fácil.- Zaiper cruzou os braços preguiçosamente. -Diga-me, você não deveria estar mais preocupada com o bem-estar de Daemonikai agora, em vez de um mero pedaço de terra?
-Ele é um punhado, perdendo-se na tristeza. Ele não é o único que perdeu entes queridos naquela noite.
-Mmm.- Zaiper acariciou sua barba imaginária. -Ele é o único que perdeu todos de uma vez, porém.
-Olhe para você, vivendo sua melhor vida.- Sinai disse amargamente. -O que deveria ser um 'pequeno dano colateral' acabou sendo o maior problema meu.
A diversão de Zaiper desapareceu, e seu rosto se tornou frio.
-Juramos nunca mais trazer aquela noite à tona.- Seus olhos cinzentos eram poços de raiva negra. -Nós juramos nunca discuti-la.
-Peço desculpas, vossa alteza,- Sinai recuou. -Por favor, me perdoe. Falei descuidadamente, sem pensar.
-Nunca é tarde para começar a pensar. Você não deseja fazer isso além do túmulo, não é?
Seu sangue congelou. Ele acabou de me ameaçar?
-Você sabe o que acontece se o que aconteceu naquela noite vier à tona, não sabe?
-Eu sei.- Sinai nem conseguia pensar sobre isso. -Por favor, me perdoe.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...