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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 187

Ele deu um suspiro profundo, tentando liberar a sensação apertada que o sufocava. -Aekeira merece estar com sua irmã. Não posso mantê-la aqui quando não há nada para ela.

-Desde que tudo com Gali-Emeriel veio à tona, isso me fez pensar.- Seu amigo se aproximou, olhos verdes procurando o rosto de Vladya. -Você já parou para pensar que talvez - apenas talvez - Aekeira possa ser sua? Talvez sua alma perdida não consiga reconhecê-la, então não há gatilho para seus traços de Sirena. Pode ser por isso que estão adormecidos. Você já pensou nisso?

Um sorriso amargo torceu os lábios de Vladya. -Eu pensei.

-E?

-E é apenas pensamento ilusório. Suposições sem sentido,- ele disse com seriedade. -Qual a chance de dois Vínculos de Alma aparecerem ao mesmo tempo quando não houve um em milênios? Duas irmãs para dois melhores amigos?- Vladya soltou outra risada vazia. -Nenhuma, Daemon. Absolutamente nenhuma.

Daemonikai desviou o olhar, sua expressão se contraindo. -Ela ainda pode ser uma alma compatível. Uma companheira de vínculo.

-Passei por inúmeras ligações fracassadas,- disse Vladya. -Em todas elas, eu tinha certeza de que a fêmea era minha. Eu as amava, as acariciava, e algumas, meu animal adorava completamente. No entanto, todas falharam. Com Aekeira... é diferente. Não é piegas, ou fofo como as outras. É sombrio, avassalador.

-Eu não entendo.

-Eu quero possuí-la.- Os olhos de Vladya escureceram. -Quero matar qualquer macho que já a tenha visto sorrir, Urekai ou humano, porque quero que ela sorria para mim e somente para mim. Amarrá-la em meu quarto para que ela exista apenas para mim. Enterrar meu membro tão profundamente nela por dias a fio que ela se torne inútil para a sociedade, funcionando apenas para mim. Quero enterrar minhas presas em seu pescoço e marcá-la completamente para que tudo o que ela veja, tudo o que ela ouça e tudo o que ela saiba, seja eu.

-Isso... é um pouco demais de informação,- Daemonikai fez careta, franzindo o rosto.

-Não há nada 'amoroso' sobre meus sentimentos por Aekeira, acredite em mim,- resmungou Vladya, olhando para longe.

-Aquilo foi intenso. Até sua voz mudou... todo o seu comportamento.- O espanto brilhou nos olhos de Daemonikai, e ele inclinou a cabeça para estudar melhor Vladya. -Definitivamente há algo ali. Gostaria de acreditar que é sua alma perdida e você vacilando na loucura, alimentando esses pensamentos.

-E por quanto tempo devemos continuar com isso?- Vladya explodiu, frustrado. -Nem tudo é causado por minha mente deteriorada ou falta de alma. Aekeira não é Sirena, Daemon. Já fui íntimo dela mais de uma vez. Não há o menor sinal disso.- Sua mandíbula se contraiu. -Meu sêmen queima ela.

Daemonikai fez careta. -Ok, você pode ter um ponto.

-Eu sei que tenho.- Ele soltou um suspiro. -Você sabe como sobrevivi a inúmeras ligações fracassadas e ainda consegui resistir por séculos?- Vladya sorriu. Parecia forçado, pesado em seu rosto. -Aprendi a parar de esperar. Parar de viver em ilusões e encarar a realidade. É a expectativa que te mata, não o resultado.

A mão de Daemonikai veio descansar no ombro de Vladya. -Então você simplesmente vai deixar Aekeira ir então?

Vladya deu de ombros.

Os lábios de Daemonikai se estreitaram. -Você acha que não vejo o quanto essa garota te ajuda a se manter firme? Ela preenche uma necessidade, Vladya. E por mais obcecado que eu esteja com sua recuperação, não pense nem por um segundo que eu não faria questão de garantir que ela permaneça aqui.

Vladya arqueou uma sobrancelha e resmungou. -Ah, olha só! O hipócrita em pessoa.

-Não pense que não vejo também. Emeriel te acalma. Ela acalma sua alma e tira sua dor e sofrimento,- retrucou Vladya sem rodeios. -Eu os observei por meses enquanto você ainda estava selvagem. Não finja que não sei o que ela faz por você. Se você tivesse todas as suas memórias, entenderia exatamente o que quero dizer.

Vladya pausou, seus olhos se estreitando ligeiramente. -E por mais obcecado que eu esteja com sua recuperação, não pense nem por um segundo que eu não lutaria para garantir que ela fique para você.

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