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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 182

GRANDE REI DAEMONIKAI

Seu corpo se movia com o dele, cada balanço e arco projetado para seduzir, para atraí-lo mais profundamente. Doces gemidos sem fôlego enchiam o ar, envolvendo-o, intoxicando-o.

Daemonikai investiu no calor dela, incapaz de se satisfazer. Ele precisava ir mais fundo.

-Sim,- Galilea gemeu. Seus dedos roçaram contra seus braços, leves como penas, enquanto seus olhos azuis brilhantes se fixavam nos dele. Olhando para ele como se o sol e a lua, o nascer e o pôr do sol girassem ao seu redor. Ele gostava disso.

-Meu.- Inclinando-se para frente, ele pressionou um beijo em seu pescoço, respirando seu cheiro. Um cheiro tão doce, tão doce.

-Seu,- ela ofegou, sua voz tremendo de desejo. -Sempre seu.

Daemonikai podia sentir a familiar e vertiginosa onda de seu orgasmo se formando. Mas ele não queria que isso acabasse, não ainda. Ele precisava de mais. Mais dela, mais do momento. Ele—

De repente, o mundo ao seu redor mudou.

A intimidade calorosa se desfez como porcelana.

Sangue. Sangue por toda parte.

Gritos ecoavam ao seu redor, penetrantes e caóticos. Os doces gemidos haviam desaparecido, substituídos pelo terror. Os dedos de Daemonikai estavam enterrados profundamente nas entranhas de um humano, e ele assistia enquanto a vida se esvaía de seus olhos, seu corpo desabando no chão sem vida.

-Pai!

Aquela voz o sacudiu. Myka.

O olhar de Daemonikai se voltou para a entrada do salão do vórtice. Myka estava lá, frenético, sua calma habitual desfeita. Nesse caos, Myka parecia exatamente como Alvin...olhos selvagens e perdidos.

-Pai! Há tantos deles! Temos que levar a Mãe para um lugar seguro!

Daemonikai arrancou suas mãos ensanguentadas e correu para Myka. -Me escute, filho.- Segurando o rosto de seu filho, Daemonikai o forçou a encontrar seus olhos. -Vá pelo fundo.

-Mas...- A respiração de Myka vinha em arfadas enquanto ele encarava seu pai, olhos arregalados de medo.

-Eu não posso deixar essas pessoas. Elas dependem de nós, de mim, para mantê-las seguras esta noite. É por isso que estão aqui, em vez de em suas casas.

Myka assentiu, embora suas mãos tremessem. -Sim, Papai.

-Leve sua mãe para nossos aposentos.- Daemonikai segurou o rosto de seu filho, o ancorando. -Tranque tudo, você me entende?

Myka assentiu novamente, mais vigorosamente desta vez. -É só... Eu não consigo sentir minha força,- ele disse, assustado. -Me sinto fraco, vazio. Tenho medo de falhar com você... e com ela.

Antes que Daemonikai pudesse responder, outra voz cortou o caos. -Dae-Daemon...

Ele se virou para a doce voz. Evie estava pálida e tremendo, mas com fogo queimando em seus olhos. Mesmo no meio de tudo isso, ela estava tentando ser forte.

-Não se preocupe conosco. Estaremos bem. Alvin já chegou aos nossos aposentos. Proteja essas pessoas. Elas serão massacradas caso contrário.- Uma lágrima escorreu por sua bochecha enquanto ela avançava e pressionava os lábios nos dele em um beijo breve e terno. -Mas volte para mim quando tudo isso acabar. Estarei esperando.

-Eu sei.- Ele roçou os lábios em sua testa. -Eu te amo.

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