AEKERIA
Aekeira sentia-se como se estivesse em chamas. Sua mandíbula doía, e sua garganta parecia bem usada. Mas ela estava tão excitada, até a brisa suave parecia demais em sua pele sensível. Aekeira estava pronta para qualquer coisa que ele quisesse.
Até que sua mão alcançou o chicote novamente.
Seus olhos se fixaram no resistente chicote que o Lorde Vladya segurava, e uma onda de apreensão percorreu seu corpo. Ela tentou ficar calma, forçando-se a respirar uniformemente. Quando ele levantou o chicote, seu coração deu um salto, e ela apertou os olhos, se preparando para o golpe.
Onde ele iria acertar, em suas coxas, em seu estômago, ou onde ela era ainda mais vulnerável...
Um grito indefeso escapou de seus lábios. Ela tentou juntar as pernas, mas as amarras a impediram. Aekeira esperou, tensa, esperando o golpe.
Mas ele nunca veio.
Devagar, ela abriu os olhos. Vladya a observava, com as sobrancelhas franzidas em profundo pensamento. O chicote havia baixado, pendurado frouxamente em sua mão como se sua vontade de golpear tivesse desaparecido.
-Estou... confuso-, murmurou Vladya, quase para si mesmo. Conflituoso. -Há tantas vozes em minha cabeça - todas gritando, todas me dizendo como machucar e destruir. Mas quando se trata disso, quando eu levanto o chicote em você, elas se calam.
O desconcerto era evidente em sua voz. -Ele queria isso, a besta. Mas quando eu levanto o chicote... o impulso desaparece. Substituído por essa necessidade de te proteger.
Aekeira piscou para ele, tentando dar sentido às suas palavras. Ela não entendia completamente. Nem o que ele estava dizendo, nem o que isso significava para eles.
-O impulso ainda está lá. Ainda quero usá-lo-, disse ele, apertando o chicote. -Mas não em você.- O amarelo brilhou em seus olhos escuros e selvagens. -Me diga alguém que te machucou.
O coração de Aekeira disparou. -E-eu...- Sua mente ficou em branco enquanto lutava para processar sua demanda.
-Dê-me um nome-, rosnou Lord Vladya entre os dentes cerrados, como se mal estivesse contendo a tempestade. Ele parecia selvagem, feroz e profundamente enfurecido. -Quem te machucou recentemente? Me dê alguém em quem eu possa liberar essa escuridão dentro de mim.
Um nome surgiu em sua mente antes que ela pudesse impedi-lo. -Mestre de escravos Tyke-, ela disse sem pensar. E imediatamente se arrependeu, mordendo o lábio. -Esqueça que eu disse alguma coisa...
A expressão de Vladya escureceu ainda mais. Sua voz estava gelada, controlada. -Foi antes ou depois do aviso que eu dei a ele?
-Lord Vladya...- Aekeira tentou evitar seu olhar. Ela conhecia muito bem os perigos - escravos que denunciavam mestres de escravos ou soldados muitas vezes se encontravam em situações ainda mais perigosas. Ela havia aprendido essa lição com Amie. Nunca havia verdadeira segurança em falar.
-Foi antes ou depois?- ele rosnou.
Ela engoliu em seco, sua voz mal passando de um sussurro. -Depois. Mas...
Lord Vladya pegou o lençol descartado e o jogou sobre ela, cobrindo seu corpo exposto. -Yaz!- ele latiu, sua voz reverberando pelas paredes de pedra da câmara. -Entre aqui. Agora.
O soldado entrou, e Aekeira virou o rosto para o lado, engolindo o som de constrangimento por ser pega em uma posição tão humilhante.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...