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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 165

A cabeça de Daemonikai se ergueu. -O que você sabe?

-Ela trabalha aqui em Blackstone. Eu sei onde encontrá-la,- disse o soldado estoico em voz baixa.

-Uma empregada?

Yaz balançou a cabeça, hesitante. -Uma escrava. Humana.

O ar entre eles parou. Eles estavam do lado de fora, mas o silêncio era tão denso que um alfinete cairia ecoaria pelos corredores. -Como assim?

-Sim, Vossa Graça. Ela é uma escrava recém-adquirida,- explicou Yaz. -Mal um ano atrás. O Lorde Vladya e o Lorde Ottai viajaram ao reino humano para adquiri-la e a seu irmão para servir a sua besta.

Isso não era novidade para ele, Ottai havia lhe contado sobre essa jornada. O que era completamente inesperado eram as implicações circundantes.

A ideia de que Vladya, emocionalmente distante, sempre no controle Vladya, estava atraído por uma garota humana, o suficiente para sua besta se fixar nela, era... impressionante.

Ele olhou para Yaz. -Traga essa garota para mim.

Yaz se curvou e virou-se em seu calcanhar. Assim que ele desapareceu pelo corredor, Ottai dobrou a esquina.

-Vossa Graça. Eu estava em Frostfall, apenas para ser informado de que você estava aqui. Há assuntos que desejo discu—- Ottai foi abruptamente interrompido, sua atenção se voltou para o baixo e profundo rosnado vindo de dentro da câmara. Um traço de preocupação cruzou seu rosto enquanto ele se aproximava, seus olhos encontrando os de Daemonikai. -Como ele está?

-Você sabia.- A voz de Daemonikai era plana, acusatória.

A culpa passou pelo rosto de Ottai e ele parou bem na frente de Daemonikai, seus ombros largos se curvando ligeiramente. -Isso vem acontecendo há um tempo, eu faço o meu melhor para ajudar, mas...- Ele balançou a cabeça. -Você sabe o quão teimoso Vlad pode ser.

-Ainda assim, você deveria ter dito algo, Ottai,- disse ele, o peso de sua decepção permeando suas palavras.

-Eu sei.- Ottai baixou a cabeça. -Eu peço desculpas, Vossa Graça.

Eles ficaram na porta, observando Vladya através da fresta. Ele havia feito meia-transformação novamente, rondando a sala inquieto, rosnando e mordendo o ar.

Ottai empalideceu. -Você acha que ele está preso em uma meia-transformação?

Daemonikai observou a figura de Vladya, seus olhos perspicazes estudando cada tremor, cada contração muscular. -Eu acho que ele está muito agitado para reverter.

Daemonikai não estava totalmente certo, mas tinha que ser. A alternativa era impensável.

AEKERIA

Durante todo o dia, o ar em Blackstone estava espesso de medo, rumores correndo pelos corredores como flechas. Sussurros sobre a queda de seu governante na loucura agitavam um medo coletivo.

Histórias sobre seus desaparecimentos abruptos, ações imprevisíveis e o isolamento de hoje deixaram as pessoas aterrorizadas. Murmúrios que antes eram apenas sombras de suspeita se solidificaram em uma verdade clara. Seu governante estava ficando selvagem.

A fortaleza zumbia de melancolia o dia todo.

Aekeria se arrumou, encarando sua reflexão no espelho, tentando sacudir o medo e a ansiedade que a assombravam. Como ele está? Ele está bem?

Ela suspirou, passando rapidamente um pente pelos fios emaranhados de seu cabelo. Sua mente vagou para Em.

Talvez ela pudesse ir checar como ela estava. Trá-la de volta da propriedade do Lorde Herod se a dor da recuperação do calor tivesse amenizado. Pelo menos isso estava sob seu controle.

-Aekeria, você está aí?- a voz de um soldado quebrou o silêncio.

Ela parou. Era Yaz? -Sim, soldado.

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