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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 147

GRANDE SENHOR VLADYA

-Vossa Alteza,- o curandeiro arrumou sua bolsa de ervas, lançando olhares fugazes de preocupação para Vladya.

-O que foi, Faiwick?- Vladya bebeu seu chá casualmente, o gosto amargo persistindo em sua língua. -Sua hesitação não me ajuda, então é melhor falar claramente.

-Perdoe-me, meu senhor, mas você precisa se alimentar de sangue. Verdadeiramente, você precisa. Não das porções escassas obtidas de meros alimentadores, mas de uma alimentação real da Lady Merrilyn. Com os rituais adequados dos Caminhos Sagrados Antigos.

-Isso é um pouco dramático, não acha?- Vladya arqueou uma sobrancelha.

-Não. É...- O curandeiro passou a mão pelo cabelo preto. -Você não está levando isso a sério, meu senhor. Seu corpo está precisando desse alimento de sangue e intimidade sexual. Você não pode mais ignorá-los.

-Se acalme, Faiwick.- Colocando o copo com indiferença, Vladya encontrou o olhar do curandeiro. -Eu sei que estou no caminho para a fera.

Seus olhos se arregalaram. -V-você está?

-Claro que estou, é o meu corpo, não é? Eu sinto essas coisas. Sou eu quem não consegue lembrar dos eventos, sente a vontade de sair matando, e acorda na floresta ocasionalmente. Claro que eu sei.

-Vossa Alteza...- Os lábios de Faiwick tremeram. Ele parecia perigosamente perto de lágrimas.

Vladya revirou os olhos, franzindo os lábios. -Por favor, não.

O curandeiro enxugou os olhos, tentando recuperar a compostura. -O grande rei sabe?

-Ele não sabe. E não vai descobrir.- Vladya o encarou com um olhar severo.

-C-claro, não precisa se preocupar. Eu não vou contar para ele.

Não, Vladya estava mais preocupado que Ottai contasse. Ele suspirou, pegando o comprimido na mesa de cabeceira. Pelo menos o que quer que estivesse na primeira poção que Faiwick lhe deu parecia estar funcionando. Até certo ponto.

Sua cabeça estava melhor. A dor de cabeça persistia, mas não parecia mais que alguém estava fazendo rolos de tambor em seu cérebro.

-Vou entrar em contato com os magos novamente. Precisamos comprar ervas e...

-Nós não faremos isso. Elas não funcionam, lembra? Eu as comprei por quinhentos anos para os Daemonikai?

-Mas o Grande Rei está aqui conosco agora.

Sim, e não é por causa delas. -Eu não quero. Não entre em contato com os magos.- A voz de Vladya era firme, não admitindo argumentos.

Ficando desconfortável, Faiwick mudou de pé. -Algumas delas são destinadas a acalmar nossas criaturas interiores, proporcionar paz, reduzir a loucura. Não podemos simplesmente desistir, podemos?

Vladya conteve uma resposta afiada, em vez disso, esfregando a têmpora. Faiwick tinha boas intenções. Sua família havia servido aos grandes governantes por gerações, e Faiwick mesmo havia sido seu curandeiro por milênios. O homem tinha um estômago forte para sangue e tratamento, mas era aí que sua fortitude terminava. Se Vladya se irritasse com ele, o curandeiro desabaria e choraria. Isso tinha acontecido muitas vezes no passado, e Vladya não estava preparado para lidar com isso agora.

-Faiwick,- Vladya disse mais gentilmente, -eu aprecio sua dedicação. Verdadeiramente. Mas eu não preciso das ervas ou dos magos.

Capítulo 147 1

Capítulo 147 2

-Para fazer o quê?- ele zombou, seus olhos percorrendo-a com desprezo aberto. -Você está cansada? Seus dedos delicados estão doloridos? Ainda há muito a ser feito na cozinha. Os jarros estão manchados de sujeira, os pratos ainda carregam os restos do banquete de ontem. Você espera que eu cuide deles?

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