EMERIEL
Emeriel podia ouvir os gemidos de angústia no ar enquanto ela enfrentava outra onda de dor excruciante.
Sentia como se um punho de ferro se fechasse em torno de seus órgãos, apertando mais forte, torcendo e esmagando sem piedade.
Lágrimas escorriam pelo seu rosto, formando uma poça onde ela estava deitada. Ela havia batido na porta, implorando para qualquer um que pudesse ouvir que acabasse com esse tormento, antes que a próxima onda a jogasse no chão frio e duro, rasgando-a.
Era como se cem cavalos galopantes estivessem pisoteando e pulando dentro de sua barriga inferior.
Doía tanto. Certamente, essa dor não era normal.
Seu estômago convulsionava violentamente, e ela vomitava, o gosto de bile amargo em sua garganta. Expelindo o conteúdo de seu estômago, Emeriel continuava a vomitar, uma vez atrás da outra, deixando-a mais fraca, mais vazia.
Tanta dor.
Uma figura vaga pairava sobre ela, os lábios se movendo em silêncio. Quem era aquela? Será que ela finalmente estava encontrando seu criador?
Emeriel esperava que sim. Pestanejando, ela lutava para se concentrar, mas sua visão nadava.
Seus sentidos se embotavam, desvanecendo-se em dormência.
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GRANDE REI DAEMONIKAI
Aproximando-se da cabana, Daemonikai foi tomado por um crescente desconforto. A ausência de som era perturbadora. A preocupação se retorcia em seu estômago. Ela estava morta?
Um arrepio percorreu seu corpo. Pela primeira vez desde seu retorno da loucura, ele sentiu tanta dor em seu coração que não vinha de seu luto.
Um medo que ele não conhecia há tempos o preencheu. Mas quando ele empurrou a porta e entrou, um alívio cambaleante substituiu o medo. Ela estava viva.
Mas o estado em que Galilea se encontrava torceu seu estômago. Vômito a cercava, seus olhos vazios, e espasmos intermináveis sacudiam seu pequeno corpo. A garota havia entrado em insolação.
-Oh, pequena. Sinto muito. Nunca deveria ter saído.- Ele ajoelhou ao lado dela, sua mão se estendendo para tocar seu joelho.
Ela gemeu, recuando de seu toque.
A rejeição parecia uma lâmina afiada torcendo em sua alma. Seu movimento era lento, músculos relaxados pelo cansaço. Sua besta rosnou, afligida por seu sofrimento.
Eu sei. Sinto o mesmo.
Ele nunca deveria ter saído. A ironia não passou despercebida por ele. Ele havia saído para evitar sucumbir ao instinto de matá-la, e ao fazer isso, quase causou sua morte.
Daemonikai se levantou, tirando suas roupas até ficar nu como no dia em que nasceu. Ele se deitou ao lado dela, puxando seu corpo trêmulo contra o seu, apesar dos protestos fracos de seu corpo. Segurando-a perto, ele se entregou às emoções cruas que o invadiam.
-Não tema, querida. Estou bem aqui, ao seu lado,- ele murmurou, balançando-a suavemente. -Sinto muito profundamente. Nunca deveria ter saído.
Céus. A dor desses sons alcançou profundamente dentro dele, ressoando com emoções que ele havia suprimido por muito tempo. Emoções que ele havia trancado atrás de paredes impenetráveis em uma tentativa desesperada de lidar com seu próprio luto.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...