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Esposa Temporária:Ele me vê como um nada, mas precisa de mim romance Capítulo 6

Ele continua completamente sério.

— O casamento seria real. Mas teria prazo de um ano.

Agora tenho certeza absoluta de que enlouqueci.

— Ah, claro. Isso faz todo o sentido — digo, gesticulando. — Um casamento temporário com um estranho milionário. Perfeitamente normal. Acontece o tempo todo.

— É um acordo.

— Claro que é.

— Um contrato.

— Evidentemente.

— E você seria muito bem paga.

Essa parte faz meu cérebro prestar atenção imediatamente.

Droga.

Eu odeio quando dinheiro entra na conversa.

— Quanto? — pergunto antes que minha dignidade consiga me impedir.

Ele cita um número.

Meu coração para.

Literalmente.

— Isso é… — engulo em seco — …isso é dinheiro de verdade.

— Sim.

— Tipo pagar dívidas, salvar casa, parar de viver à base de macarrão instantâneo?

— Sim.

Passo a mão no rosto.

— Meu Deus.

Olho para ele.

— E qual é a pegadinha?

— Precisamos parecer um casal de verdade durante um ano.

— Por quê?

Ele demora um segundo antes de responder.

— Porque meus sogros querem tirar meu filho de mim.

Isso corta o humor da situação imediatamente.

— Leo?

Ele assente.

E de repente aquela imagem volta à minha cabeça.

O menino sorrindo para mim na chuva.

O joelho ralado.

A forma como ele segurou minha mão.

Meu peito aperta.

— Então… você quer uma esposa de mentira para convencer um tribunal de que tem uma família estável.

— Exatamente.

Cruzo os braços novamente.

— Você percebe que está propondo isso para uma mulher que conheceu porque ela bateu no seu carro, certo?

— Sim.

— E que provavelmente é a candidata menos estável emocionalmente da cidade?

— Eu estou disposto a correr esse risco.

Porque, veja bem… eu acabei de dizer não para um homem que provavelmente compra empresas antes do café da manhã.

Isso deveria me dar uma medalha.

Ou um atestado de insanidade.

Talvez os dois.

Ele finalmente fecha a boca devagar, como se estivesse reorganizando o universo dentro da própria cabeça.

— Desculpe… — ele diz lentamente — …você disse não?

Cruzo os braços.

— Disse.

Silêncio.

O vento passa pela rua como se estivesse assistindo à cena.

Eu sinto uma vontade absurda de rir.

Porque isso é tão surreal que parece roteiro de filme ruim.

Um CEO milionário parado na porta da minha casa descascada propondo casamento.

E eu recusando.

Gabriel passa a mão pela nuca, um gesto rápido, controlado… mas claramente irritado.

— Senhorita Duarte — ele começa, com aquele tom que pessoas ricas usam quando acreditam que o problema é falta de explicação — talvez você não tenha entendido completamente a proposta.

— Eu entendi perfeitamente.

— Você receberia uma quantia que resolveria todos os seus problemas financeiros.

— Eu ouvi.

— Suas dívidas.

Se alguém escrevesse isso, eu mesma diria que é exagero.

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