Ao observar George cada vez mais inquieto, Jaqueline se recordou das advertências do médico:
— George, por favor, não faça isso.
— Não, Jaqueline, eu não posso permitir que algo aconteça com você, eu preciso lembrar como era antes.
No entanto, a cada tentativa de rememorar, a dor de cabeça se intensificava insuportavelmente.
— George. — Jaqueline o abraçou firmemente, o segurando em seus braços, com suas mãos delicadas acariciando seu rosto. — Está tudo bem, não pense mais nisso, agora o mais importante é você se recuperar. Quando estiver melhor, aí sim poderá pensar nisso. Veja, há tantos seguranças aqui fora para nos proteger, eu ficarei bem. Você acabou de acordar, e se algo acontecer novamente, o que eu vou fazer? Por mim, pare de pensar nisso, está bem?
A suavidade do corpo dela acalmou o homem agitado, que, nos seus braços, se tornou dócil como um gatinho, fechando os olhos lentamente.
Uma onda de exaustão o atingiu, e ele envolveu os braços em torno da cintura de Jaqueline, abraçando ela com carinho.
Jaqueline franziu ligeiramente a testa, instintivamente querendo se soltar, mas considerando a condição atual de George, ela não fez nada, apenas se manteve quieta abraçando ele.
A emoção de George estabilizou completamente, e a dor de cabeça também desapareceu.
— Esposa. — George subitamente a chamou assim.
Jaqueline hesitou, olhando para ele: "Ele realmente me chamou de esposa?"
Ela não se sentia confortável com o termo, pois ela e George estavam apenas num casamento de conveniência, e agora, com a condição dele, ele realmente a tratava como esposa, e ela só podia cooperar.
Quando ele se recuperasse, ela queria esclarecer as coisas.
Por ora, ela só podia deixá-lo continuar.
Percebendo que Jaqueline não respondia, George levantou a cabeça e a chamou novamente:
— Esposa?
Jaqueline forçou um sorriso, abaixou a cabeça e respondeu suavemente:

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