No dia seguinte, Jaqueline estava pronta e colocou seu documento de identidade na bolsa.
Ela recebeu uma ligação de George, que disse que iria chegar em três minutos.
Jaqueline, com a bolsa nas costas, desceu as escadas para esperá-lo, mas, assim que chegou lá embaixo, uma figura alta e atraente correu em sua direção:
— Irmã, bom dia.
Ao ver a pessoa à sua frente, Jaqueline se surpreendeu um pouco:
— Heitor, que coincidência.
Heitor, com uma mochila nas costas, possuía um físico esguio, mas não frágil, e seu sorriso era radiante.
— Irmã, você está tão bonita hoje, tem um encontro?
Naquele dia, Jaqueline usava um vestido azul claro, com mangas de renda e um pequeno decote em V, e um colar elegante no pescoço, o que a fazia parecer muito bonita.
— Tenho alguns assuntos para resolver.
Ela se arrumou um pouco, pois acreditava que, como estavam atuando, deveriam fazer tudo a rigor, especialmente porque Reginaldo tinha dito que enviaria um assistente para monitorar se eles realmente se casariam.
— Irmã, você já tomou café?
Jaqueline respondeu:
— Eu já comi, e você? Já tomou café?
Heitor balançou a cabeça:
— Ainda não, vou comprar algo na rua daqui a pouco. Aliás, irmã, não conseguimos terminar o jantar naquela noite, vamos marcar outra hora, eu pago e desta vez irei trazer dinheiro suficiente.
Antes que Jaqueline pudesse responder, um carro parou na frente deles.
A porta do carro se abriu e George desceu, se aproximando dos dois.
Ele olhou para o jovem ao lado de Jaqueline, aparentemente sem se impressionar muito:
— Você é...
Jaqueline interveio:
— George, ele é meu vizinho.
— Certo. — George acenou com a cabeça, mostrando pouco interesse por Heitor, e se voltou para Jaqueline, dizendo gentilmente. — Jaqueline, você trouxe sua identidade?
Jaqueline respondeu:

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