George perguntou, preocupado:
— Ah, então ele te procurou ou você começou a conversa?
Jaqueline respondeu:
— Ele percebeu que eu parecia chateada, então veio perguntar o que havia de errado.
— Você estava chateada? — Indagou George, ainda preocupado.
Jaqueline explicou:
— Não, eu estava apenas mais quieta do que o normal, não estava chateada.
— Entendo. — George pareceu pensativo, sentindo que Jaqueline escondia algo dele. — Aquele Heitor parece ser bastante entusiástico contigo.
Jaqueline piscou, confusa, e se virou para olhar George, com uma expressão incisiva como se estivesse o testando, sentindo que ele estava um pouco enciumado.
Jaqueline sorriu e acrescentou:
— Ele só tem dezoito anos.
— Dezoito anos... — George franziu a testa levemente, parecendo relaxar um pouco com essa informação, mas então subitamente pensou em algo, Jaqueline tinha apenas vinte e um anos, era apenas três anos mais velha que Heitor.
— Muitas garotas gostam de garotos de 18 anos hoje em dia. — Disse George.
Jaqueline assentiu:
— Sim, o Heitor fala de uma maneira agradável, sempre me chama de irmã, como um cachorrinho fofo, e tem uma voz muito bonita, ouvir ele falar sempre me alegra.
— É mesmo? — George deu um sorriso torto, parecendo um pouco descontente, mas ainda assim mantendo a calma. — Ele é tão bom assim? Alguns garotos são maus, fingem ser algo que não são, chamam todas de irmã. É fácil ser enganada por eles.
— Fique tranquilo. — Respondeu Jaqueline. — Ele é um gênio, já está fazendo doutorado.
— Um gênio, hein. — George pareceu ter um lampejo de preocupação nos olhos, um gênio de dezoito anos fazendo doutorado, bonito e adorável, constantemente chamando ela de irmã, e sempre melhorando o humor dela quando conversavam.

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